Documentos tornados públicos pelo Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira, após a derrubada parcial do sigilo das investigações do caso Master, revelaram os detalhes de um contrato de prestação de serviços advocatícios firmado entre o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro, e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados. A banca de advocacia tem em sua sociedade Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, além de dois filhos do casal.
O contrato assinado em janeiro de 2024 previa a representação jurídica da instituição financeira em todas as instâncias do Poder Judiciário, além de consultoria estratégica junto a órgãos federais como o Banco Central, a Receita Federal e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica. O acordo estipulava o pagamento de honorários mensais de R$ 3 milhões ao longo de três anos, somando R$ 108 milhões. O acervo da investigação inclui ainda a minuta de um segundo contrato, com a empresa Viking Participações e de valor idêntico, mas que não continha assinaturas.
Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o escritório Barci de Moraes esclareceu que manteve apenas um vínculo contratual com a instituição e negou qualquer substituição ou nova avença. A banca informou que a proposta da outra empresa não foi aceita, que nenhum outro documento foi assinado e que a relação prestada ao banco foi extinta com a decretação da liquidação da instituição financeira, encerrando em definitivo qualquer ligação entre as partes.












