A Polícia Militar de São Paulo deu um passo importante na modernização do combate ao crime ao conectar as câmeras de seus helicópteros e drones diretamente ao sistema Muralha Paulista. A nova tecnologia permite que as imagens geradas no ar sejam analisadas ao vivo, utilizando ferramentas de inteligência artificial capazes de fazer reconhecimento facial e leitura automática de placas. O objetivo é identificar instantaneamente criminosos foragidos, pessoas desaparecidas e automóveis roubados ou furtados.
O projeto-piloto estreou na capital paulista durante as atividades da Operação Integra SP. Inicialmente, um helicóptero e um drone receberam os equipamentos especiais, que cobrem pontos cegos onde as câmeras fixas das ruas não conseguem enxergar. Com capacidade para gerar imagens de altíssima qualidade a uma distância de até 150 metros, as plataformas aéreas contam com tecnologia infravermelha, garantindo o monitoramento de alta precisão mesmo durante a noite.
Segundo o comando da Aviação da PM, o uso das aeronaves traz agilidade para a segurança pública, pois os veículos aéreos conseguem se deslocar para áreas distantes em poucos minutos e cobrir uma extensão muito maior de território. Durante os primeiros testes na capital, o helicóptero monitorou o fluxo e as condições de trânsito em grandes corredores e avenidas estratégicas, como as Marginais, a 23 de Maio, a Salim Farah Maluf e a Avenida do Estado, além dos principais acessos às rodovias.
Todas as imagens captadas no céu são enviadas em tempo real para o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Secretaria da Segurança Pública, onde os dados são cruzados com arquivos criminais e o Banco Nacional de Mandados de Prisão. Ao unir câmeras públicas e privadas em uma grande rede inteligente, o programa Muralha Paulista fecha o cerco contra a criminalidade, bloqueando rotas de fuga e dificultando a circulação de assaltantes nas ruas.












