O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, em ação conjunta com a Receita Federal, deflagrou na manhã desta quinta-feira, 24 de setembro, a terceira fase da Operação Carbono Oculto.A força-tarefa investiga um sofisticado esquema de lavagem de capitais projetado para dissimular o controle de uma usina produtora e viabilizar a compra de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país.
As apurações revelaram a criação de uma engenharia financeira altamente complexa, que utilizava empresas de tecnologia financeira (fintechs), fundos de investimento e empresas de fachada para movimentar recursos ilícitos. Entre as transações identificadas pela perícia, destaca-se uma movimentação de aproximadamente 370 milhões de reais ligada à usina sucroalcooleira. O montante transitou por contas de passagem criadas pela organização criminosa para dar aparência de legitimidade às operações e ocultar os reais beneficiários do dinheiro.
Nesta nova etapa das investigações, o foco das autoridades direciona-se aos operadores financeiros e executivos do setor bancário que teriam atuado para viabilizar as fraudes. Entre os alvos das ordens judiciais estão gestores de instituições financeiras e empresários ligados a Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master que se encontra preso por envolvimento em ilícitos no sistema financeiro.
A ação conta com o apoio da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, da Procuradoria-Geral do Estado e das polícias Civil e Militar, cumprindo mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça para recolher provas, documentos e dispositivos eletrônicos. O material apreendido passará por análise pericial para instruir o processo criminal e quantificar com precisão a extensão do prejuízo provocado ao sistema tributário e ao setor de combustíveis.













