qua, 12 de agosto de 2026

Operação “Cash Face”: Polícia Civil prende quadrilha que usava reconhecimento facial para limpar contas de idosos

Uma ação da Polícia Civil desarticulou uma organização criminosa especializada em aplicar golpes financeiros contra idosos em diferentes regiões do estado de São Paulo. Batizada de “Cash Face”, a ofensiva foi coordenada pela Delegacia de Investigações Gerais, a DIG, de Catanduva, com o suporte de equipes policiais do interior e da capital. A operação resultou na prisão temporária de cinco suspeitos e no bloqueio judicial de até R$ 3 milhões em bens e contas bancárias dos investigados, uma medida adotada para tentar garantir a devolução do dinheiro às vítimas e evitar que o patrimônio ilegal seja escondido.

O grupo utilizava uma estratégia enganosa e sofisticada que misturava simulação e tecnologia para invadir as finanças das vítimas. Os golpistas iam pessoalmente até as residências dos idosos vestindo uniformes e portando crachás falsos, fingindo ser funcionários de planos de saúde ou de grandes empresas. Sob o falso pretexto de realizar uma atualização cadastral obrigatória de rotina, os criminosos coletavam as informações pessoais dos moradores e tiravam fotos de seus rostos, alegando que o registro era necessário para o sistema de biometria. De posse das fotos e dos documentos, a quadrilha conseguia abrir contas falsas em bancos digitais, contratar empréstimos e transferir todo o saldo das vítimas por meio do Pix.

Durante os trabalhos, que mobilizaram dezenas de policiais e viaturas, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão. Os agentes recolheram computadores, celulares, pen drives, além de fichas de atendimento médico e crachás falsificados que eram usados para dar credibilidade às visitas. Os cinco presos passaram por exames médicos de rotina e foram encaminhados para audiência de custódia, onde ficarão à disposição da Justiça. Eles poderão responder por crimes graves, como estelionato qualificado, associação criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documentos falsos.

Os aparelhos eletrônicos apreendidos serão encaminhados para perícia técnica, onde especialistas farão a extração de dados e mensagens. A equipe de investigação da DIG de Catanduva suspeita que a quantidade de aposentados lesados e o prejuízo financeiro total sejam ainda maiores do que o descoberto inicialmente. Por esse motivo, as investigações continuam com o objetivo de identificar e capturar outros integrantes que possam fazer parte da mesma rede criminosa.

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