dom, 08 de novembro de 2026

Adolescente é internado com leishmaniose visceral em Votuporanga

Doença chegou ao segundo registro neste ano; primeiro paciente diagnosticado em 2026 já se recuperou

Votuporanga voltou a registrar um caso de leishmaniose visceral, doença conhecida popularmente como calazar. O novo diagnóstico envolve um adolescente de 17 anos, morador da Vila Marim, que está internado e recebe acompanhamento médico. Com essa confirmação, o município contabiliza duas ocorrências da doença em 2026.

O primeiro paciente deste ano foi um homem de 48 anos, residente no bairro Pozzobon. Ele passou pelo tratamento oferecido pela rede pública e já recebeu alta por cura, conforme as informações divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde.

A leishmaniose visceral é uma infecção que merece atenção, principalmente porque pode comprometer órgãos importantes do organismo. O parasita responsável pela doença atinge principalmente o fígado, o baço e a medula óssea, podendo provocar alterações graves quando o diagnóstico demora a acontecer.

Febre persistente é sinal de alerta

Entre os sintomas mais comuns estão febre que não passa, cansaço intenso, emagrecimento sem explicação, anemia e aumento do volume abdominal. Em alguns casos, a pessoa pode apresentar fraqueza acentuada e outros sinais de agravamento.

A orientação é procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes, especialmente quando há febre prolongada acompanhada de perda de peso ou indisposição. A avaliação profissional é fundamental para identificar a doença e iniciar o tratamento adequado.

Como acontece a transmissão

O calazar é transmitido pela picada da fêmea do mosquito-palha infectada pelo parasita. O inseto pode adquirir o agente da doença ao picar animais contaminados, especialmente cães, que têm papel importante no ciclo de transmissão em áreas urbanas.

A doença não passa diretamente de uma pessoa para outra, nem pelo simples contato com um animal infectado. O principal cuidado está relacionado à presença do mosquito transmissor e às condições ambientais que favorecem sua reprodução.

Tratamento pelo SUS

A leishmaniose visceral tem tratamento disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O acompanhamento médico é indispensável, pois a doença pode evoluir rapidamente e provocar complicações, principalmente quando não é identificada nos primeiros estágios.

Apesar da gravidade, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado aumentam as chances de recuperação. Por isso, a orientação é não ignorar sintomas prolongados e buscar uma unidade de saúde para avaliação.

O novo registro reforça a importância da vigilância epidemiológica e dos cuidados preventivos em Votuporanga, especialmente no combate ao mosquito-palha e na atenção aos sinais da doença.

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