O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou indiferença ao ser questionado sobre o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e afirmou que o petista se tornou uma pessoa “muito volátil”. As declarações foram dadas durante uma entrevista ao programa The Axios Show, veiculada na última sexta-feira. O líder americano declarou não ser fã e nem ter problemas pessoais com o governante do Brasil, pontuando que simplesmente não costuma pensar nele. Trump mencionou ter assistido a um pronunciamento recente de Lula e reforçou ter notado uma mudança drástica de postura no comportamento do colega sul-americano.
A análise sobre o perfil do presidente brasileiro surgiu enquanto o republicano avaliava o comportamento de diferentes autoridades globais. Para exemplificar o que considera uma liderança firme e estável, o chefe da Casa Branca citou o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, usando a comparação para apontar a instabilidade que enxerga na gestão de Lula. Apesar do tom crítico, Trump ponderou que qualquer político que alcança o comando de uma nação possui capacidade intelectual notável. Ele estendeu o elogio ao presidente da China, Xi Jinping, argumentando que governar qualquer país exige características especiais e inteligência, independentemente do tamanho do território.
A postura mais rígida em relação ao cenário político de Brasília já vinha se desenhando dias antes. Durante a Cúpula do G7, ao ser interpelado por jornalistas sobre como havia sido sua convivência com Lula no evento internacional, Trump comentou que o Brasil tem se tornado um lugar politicamente complexo, instável e perigoso.
Na mesma ocasião, o presidente americano revelou estar ciente das recentes movimentações do Judiciário brasileiro envolvendo a família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele se referia diretamente à decisão unânime da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro a pouco mais de quatro anos de prisão e a oito anos de inelegibilidade. A condenação do parlamentar ocorreu pelo crime de coação no curso do processo que julgou a tentativa de golpe de Estado envolvendo seu pai.











