A equipe de inteligência analítica da Serasa Experian identificou uma nova modalidade de fraude de identidade batizada de “golpe do sósia”. A tática utiliza motores de comparação facial para buscar pessoas com traços físicos extremamente semelhantes aos dos próprios criminosos em bancos de dados e imagens obtidas de forma ilícita, permitindo que os estelionatários tentem se passar pelas vítimas na abertura de contas e cadastros bancários.
Diferente do método tradicional, em que o golpista escolhia uma vítima específica e tentava falsificar seus documentos, a nova estratégia inverte essa lógica. O infrator parte do próprio rosto, utiliza softwares de inteligência artificial para localizar uma pessoa fisicamente parecida e passa a utilizar a identidade e os dados desse sósia para burlar a validação biometrics. Diante do avanço dessa tecnologia, especialistas em segurança defendem que o reconhecimento facial não seja a única camada de verificação utilizada pelas empresas, recomendando a combinação com análise comportamental, verificação do dispositivo móvel e checagem documental.
Segundo dados do levantamento Mapa da Fraude, as ferramentas de prevenção bloquearam mais de 2,8 milhões de tentativas de fraude de identidade no primeiro semestre deste ano, evitando um prejuízo estimado em R$ 3,77 bilhões. Para se proteger, a orientação aos consumidores é não compartilhar fotos de documentos ou imagens segurando cartões em aplicativos e redes sociais, desconfiar de links e mensagens que exijam validação birométrica inesperada e manter o monitoramento frequente do CPF para detectar movimentações suspeitas.












