Dois seguranças de rua investigados pelo espancamento e morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, se entregaram à polícia. O crime, ocorrido na Zona Sul do Rio de Janeiro, contou também com a participação de dois entregadores de aplicativo que ajudaram a encurralar a vítima e estão sendo procurados pelas autoridades.
A violência teve início após os suspeitos desconfiarem, sem qualquer evidência, de que a bicicleta conduzida por Cláudio era furtada. Na verdade, a vítima costumava pedalar de Botafogo a Copacabana usando o veículo de sua irmã. Durante a abordagem, ao ser questionado por um dos seguranças armado com um porrete, Cláudio, que tinha transtorno psicológico, tentou explicar que o objeto pertencia à irmã, mas teve a fala interrompida e a bicicleta tomada.
Após tentar reaver o bem, a vítima buscou abrigo na escadaria de um prédio próximo, onde foi encurralada. Imagens e relatos apontam que a sessão de agressões durou cerca de nove minutos, englobando dezenas de golpes de bastão na cabeça, além de chutes no tórax e no abdômen. Impedido de fugir pelos entregadores, Cláudio foi deixado inconsciente no local. Antes de abandonar a cena do crime, um dos agressores fotografou a vítima desacordada, enquanto um entregador revistou seus bolsos.
A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu ao traumatismo craniano e à hemorragia interna provocados pelas agressões. De acordo com a Polícia Civil, os quatro envolvidos responderão por homicídio triplamente qualificado, caracterizado pelo motivo torpe, meio cruel e pela impossibilidade de defesa da vítima, enquanto as buscas continuam para localizar os outros dois suspeitos.













