A sessão da Câmara Municipal de Macaubal realizada na noite de ontem foi marcada por tensão, mobilização e um misto de alívio e indignação entre os profissionais da educação. Em votação apertada, os vereadores rejeitaram por 5 votos a 3 o Projeto de Lei 639/2025, que previa mudanças consideradas prejudiciais ao plano de carreira dos professores da rede municipal.
Votaram contra o projeto os vereadores Danilo, Vilsinho, Ricardo, Márcia e Renata, garantindo a manutenção dos direitos já conquistados pela categoria. Em apoio ao texto, votaram os vereadores Renan, Matheus e Adson. A decisão foi comemorada pelos docentes, que acompanharam o processo legislativo durante meses.
“Foram 3 meses de insegurança”, relatou um professor presente, resumindo o clima de apreensão que tomou conta da categoria até a votação final.
Enquanto a rejeição do PL 639/2025 representou uma vitória para os educadores, outro episódio da mesma sessão provocou revolta entre parlamentares e servidores. Poucas horas antes da votação, o prefeito enviou um ofício solicitando a retirada dos Projetos de Lei 648 e 649/2025, que tratariam do reajuste salarial de funcionários de outros setores da administração.
A justificativa enviada pelo Executivo gerou estranheza ao afirmar que a valorização dos professores “inviabilizava, de forma prática, a reestruturação dos demais cargos efetivos”. A declaração foi duramente criticada por vereadores, que classificaram o argumento como injusto e infundado.
Da tribuna, os parlamentares Danilo, Márcia e Renata repudiaram a medida, chamando a justificativa de “má fé” e “incompatível com a realidade”. Eles ressaltaram que os recursos da Educação são vinculados e só podem ser aplicados na própria área, não interferindo nos reajustes ou benefícios destinados a outras categorias. Para os vereadores, responsabilizar os professores pela falta de aumentos a outros servidores representa uma tentativa equivocada de transferir ao magistério uma decisão política da própria Prefeitura.
A postura do Executivo municipal foi alvo de fortes críticas, ampliando a tensão no plenário e reforçando o desgaste diante dos servidores presentes. Ainda assim, a sessão terminou com um sentimento de vitória entre os profissionais da educação, que viram garantida a preservação de seus direitos após semanas de mobilização.
Reportagem: VotuNews












