Uma história de amor e dor que está comovendo Mogi Guaçu, no interior de São Paulo. Mãe e filha morreram vítimas de câncer com apenas 10 horas de diferença. Elas foram sepultadas juntas nesta sexta-feira (25), no Cemitério Municipal Santo Antônio.
Maria Elisabete, de 56 anos, e a filha Cibele Marchis, de 28 anos, lutavam contra tipos diferentes da doença. Conhecidas na cidade, Maria era podóloga e trabalhava em um salão da família. Cibele era empreendedora, dona de uma empresa de marketing digital com 11,7 mil seguidores, cheia de planos e de vida pela frente.
A batalha começou com Cibele. Em dezembro de 2023 ela notou os primeiros sintomas e em agosto de 2024 foi operada de um câncer raro na glândula suprarrenal. Mesmo entre cirurgias e sessões de quimioterapia, manteve o bom humor. A família chegou a ser chamada ao hospital em um momento crítico, mas ela se recuperou, teve alta e até viajou para a praia, mantendo a rotina ativa.
Pouco depois, veio o diagnóstico de Maria. Ela achou que fosse pedra na vesícula e descobriu um câncer agressivo no pâncreas. Diferente da filha, sentia dores muito fortes e precisava de morfina. Estava internada desde o dia 17 e piorou nesta semana.
Cibele na tarde de quinta-feira (24), enquanto a mãe ainda estava internada em outra unidade da cidade. A família segurou a notícia para poupar Maria. Mas o estado dela também se agravou.
Dez horas depois a família recebeu a ligação com a notícia da morte de Maria Elisabete. Um tio que já estava no velório de Cibele teve que ser avisado da segunda perda na mesma madrugada.
Para amigos e familiares, ficou a sensação dolorosa e ao mesmo tempo de conforto de que “nenhuma queria ver a outra morrer”. As duas partiram quase juntas, sem se despedir.













