A primavera começa oficialmente no Hemisfério Sul nesta terça-feira (22), às 21h05, marcando a ocorrência do equinócio de setembro, momento em que o dia e a noite possuem exatamente a mesma duração. A nova estação chega acompanhada de alertas meteorológicos devido à influência de um fenômeno El Niño com potencial de figurar entre os mais intensos já registrados desde 1950, com probabilidade superior a 90% de atingir o patamar de forte a muito forte. O cenário promete elevar as temperaturas acima da média histórica em praticamente todo o país, além de intensificar a formação rápida de tempestades severas.
De acordo com análises do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o comportamento do clima durante os próximos meses será bastante heterogêneo entre as regiões brasileiras. Enquanto o fluxo de umidade proveniente da Amazônia e os sistemas de tempestades reforçam os volumes de chuva no Sul, no Centro-Oeste e no Sudeste — com destaque para acumulados expressivos nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul —, o padrão oposto deve predominar na porção setentrional do país. Estados do Norte e do Nordeste enfrentam maior risco de déficit pluviométrico, o que pode agravar cenários de estiagem em locais como o Piauí, Ceará e a região amazônica.
Além do contraste no volume de precipitações, o aquecimento atípico das águas do Oceano Pacífico Equatorial favorecerá episódios de calor extremo ao longo do trimestre. À medida que os dias se tornam progressivamente mais longos até a chegada do solstício de verão em dezembro, a previsão aponta para a alternância entre ondas de calor e tempestades isoladas de forte intensidade, exigindo atenção contínua dos órgãos de defesa civil.













