qua, 12 de agosto de 2026

PRF apreende terceira carga de medicamentos importados irregularmente na BR-153

Ação ocorreu em São José do Rio Preto; mais de 100 ampolas de tirzepatida foram encontradas em fundo falso.

A Polícia Rodoviária Federal apreendeu, na noite desta quarta-feira (21), a terceira carga de medicamentos importados de forma irregular neste mês de janeiro, no trecho da BR-153 que passa por São José do Rio Preto. A fiscalização voltou a identificar o transporte ilegal de tirzepatida, medicamento utilizado no tratamento do diabetes e no controle de peso, que tem sido alvo frequente de contrabando na região.

O veículo abordado havia saído de Foz do Iguaçu (PR) e era ocupado por três pessoas. Durante a abordagem, os policiais localizaram no porta-malas aparelhos eletrônicos e garrafas de vinho, que inicialmente aparentavam estar em situação regular. No entanto, diante do nervosismo dos ocupantes, a equipe decidiu realizar uma vistoria mais detalhada na base da PRF.

Na inspeção minuciosa, os agentes encontraram um fundo falso no veículo, onde estavam escondidas 104 ampolas de tirzepatida, além de anabolizantes e aparelhos celulares. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Federal, onde um dos homens assumiu a propriedade dos produtos e foi preso em flagrante. Os outros dois ocupantes foram liberados após o pagamento de fiança.

Segundo a PRF, somente nos primeiros 20 dias de janeiro, mais de 900 ampolas do medicamento já foram apreendidas em três ocorrências distintas na BR-153, todas com origem na região de fronteira com o Paraguai. Em apreensões anteriores, as cargas tinham alto valor comercial e tinham como destino municípios dos estados de Goiás e Minas Gerais, o que indica a existência de uma rota estruturada para o comércio ilegal desse tipo de produto.

As autoridades alertam que o consumo de medicamentos transportados de forma clandestina representa sérios riscos à saúde, já que a tirzepatida exige controle rigoroso de temperatura e armazenamento. A recomendação é que a população adquira medicamentos apenas por meio de canais oficiais, com prescrição médica e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Região Noroeste

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