Letícia havia sido julgada e condenada a 16 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão em prisão domiciliar em 3 de setembro deste ano. O Tribunal de Justiça reverteu a decisão após a defesa ingressar com recurso.
A motorista Letícia Rodrigues Biroque, de 27 anos, que atropelou e matou a jovem Vitória do Prado, à época com 20 anos, foi presa nesta segunda-feira (14) em Novo Horizonte (SP) após a Justiça reverter sua condenação.
Letícia havia sido julgada e condenada a 16 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão em prisão domiciliar em 3 de setembro deste ano. Na ocasião, a decisão foi baseada no fato da ré ser mãe de uma criança de 9 anos.
Entretanto, a promotora que representou a acusação, Monize Pompeu, ingressou com recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O pedido foi acatado pela relatora Rachid Vaz de Almeida, que expediu uma liminar determinando que Letícia cumpra a pena em regime fechado. O mandado de prisão foi cumprido nesta segunda-feira. Cabe recurso. O g1 tenta contato com a defesa da motorista.
Recentemente, a família de Vitória se manifestou sobre a condenação em prisão domiciliar e alegou revolta.
Atropelamento
O atropelamento ocorreu na noite de 27 de outubro de 2024, em um cruzamento da Avenida Luís Baraldo, em Novo Horizonte (SP). A jovem atravessava a via a pé quando foi atingida em cheio pelo carro conduzido por Letícia Rodrigues Biroque.
Com o impacto, a pedestre sofreu traumatismo craniano grave e hemorragia interna. Vitória chegou a ser socorrida, intubada e internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP), mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu.
A condutora do veículo foi presa pela Polícia Militar no local do acidente e prestou depoimento às autoridades. Ela admitiu aos policiais ter ingerido bebida alcoólica antes de assumir a direção do automóvel.
Em sua defesa inicial, a mulher alegou que estava abalada emocionalmente por conta de uma discussão recente com o namorado e afirmou “não ter visto” a pedestre na pista. No entanto, negou aos agentes que estivesse trafegando em alta velocidade no momento da colisão. G1












