Claudia Soares Alves foi detida em Itumbiara, cinco anos após o assassinato da farmacêutica Renata Bocatto Derani, em Uberlândia (MG). Neurologista também é investigada por sequestro de bebê em maternidade.
A médica neurologista Claudia Soares Alves, presa nesta quarta-feira (5) em Itumbiara (GO), suspeita de mandar matar a farmacêutica Renata Bocatto Derani, assassinada em 2020 em Uberlândia (MG), já respondia por outros dois crimes.
A médica é acusada de falsidade ideológica e tráfico de pessoas após tentar sequestrar uma recém-nascida de uma maternidade em Uberlândia.
Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido motivado pela obsessão de Claudia em ser mãe de uma menina. Ela é apontada como mandante do homicídio com o objetivo de assumir a guarda da filha da vítima. O g1 tenta contato com a defesa dela.
Claudia Soares Alves é neurologista e ex-professora da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Em 2024, ela foi presa após sequestrar um recém-nascido dentro de uma maternidade da cidade.
Na época, a médica usou documentos falsos para tentar registrar a bebê como filha. Desde março deste ano, respondia aos processos em liberdade e havia sido demitida da UFU.
Segundo a Polícia Civil, Claudia sempre demonstrou comportamentos obsessivos e apresentava desejo compulsivo de ser mãe de uma menina, embora já tivesse um filho.
Durante coletiva de imprensa em Uberlândia, o delegado Eduardo Leal informou que a médica realizou tratamentos para engravidar, mas não conseguiu. E, após as tentativas frustradas, teria recorrido a adoções irregulares com documentos falsos e até oferecido dinheiro para comprar uma recém-nascida na Bahia.
A prisão e as novas acusações
Claudia Soares Alves é neurologista e ex-professora da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Em 2024, ela foi presa após sequestrar um recém-nascido dentro de uma maternidade da cidade.
Na época, a médica usou documentos falsos para tentar registrar a bebê como filha. Desde março deste ano, respondia aos processos em liberdade e havia sido demitida da UFU.
Segundo a Polícia Civil, Claudia sempre demonstrou comportamentos obsessivos e apresentava desejo compulsivo de ser mãe de uma menina, embora já tivesse um filho.
Durante coletiva de imprensa em Uberlândia, o delegado Eduardo Leal informou que a médica realizou tratamentos para engravidar, mas não conseguiu. E, após as tentativas frustradas, teria recorrido a adoções irregulares com documentos falsos e até oferecido dinheiro para comprar uma recém-nascida na Bahia.
A prisão e as novas acusações
O delegado regional da Polícia Civil, Gustavo Anai, destacou que a operação é resultado do trabalho iniciado ainda em 2020, quando surgiram denúncias ligando a médica a outros crimes após o sequestro na maternidade da cidade.
O assassinato da farmacêutica
Renata Bocatto Derani, de 38 anos, foi morta a tiros na manhã de 7 de novembro de 2020, quando chegava para trabalhar em uma farmácia no Bairro Presidente Roosevelt, em Uberlândia.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o criminoso se aproximou e fez pelo menos cinco disparos no tórax, pescoço, ombros e nádegas.
Uma testemunha contou que Renata tentou se defender e pediu para não ser morta, mas o homem continuou atirando.
Uma câmera de segurança mostrou o assassino abordando Renata (veja abaixo). Antes de fugir, o autor deixou uma sacola com objetos e uma carta com ofensas à vítima.
Na época, a Polícia Civil não descartou crime passional e ouviu pessoas próximas, incluindo o ex-marido.
Renata deixou a filha de 9 anos.
Além da médica, foram presos temporariamente outros dois suspeitos de participação no assassinato. Eles são pai e filho e seriam vizinhos de Claudia. Os três foram transferidos para Uberlândia.
As investigações seguem para apurar a participação dos dois suspeitos no crime. A Polícia Civil também vai avaliar a necessidade de prorrogar as prisões temporárias ou convertê-las diretamente em preventivas, com o devido indiciamento dos envolvidos.
A relação da médica com a vítima
As investigações apontam que Claudia se casou com o ex-marido de Renata, mas o relacionamento durou apenas dois meses.
O homem decidiu se separar ao perceber que a médica apresentava comportamentos obsessivos e demonstrava interesse em assumir a maternidade da filha dele com Renata.
Renata, ao perceber que a médica parecia uma pessoa perigosa e emocionalmente instável, proibiu a filha de manter contato com o pai sempre que ele estivesse na companhia da esposa.
Após a separação, Claudia teria planejado o homicídio da farmacêutica para retomar o relacionamento e ficar com a menina.
O que falta esclarecer
A Polícia Civil ainda apura se houve pagamento aos executores e se outros crimes cometidos por Claudia estão relacionados ao homicídio.
O caso segue sob investigação.












