D.F., também de 59 anos, foi preso em flagrante após acidente ocorrido na noite de domingo (27), no cruzamento das ruas Oiapoc e Ivaí, próximo à Praça São Bento
A Justiça de Votuporanga decidiu manter a prisão do motorista D.F., de 59 anos, preso em flagrante após atropelar e matar uma mulher de 59 anos que conduzia uma bicicleta elétrica. O acidente aconteceu na noite deste domingo (27), no cruzamento das ruas Oiapoc e Ivaí, nas proximidades da Praça São Bento, na Vila Marin.
A audiência de custódia foi realizada nesta segunda-feira, às 13 horas. Após analisar o caso, a Justiça determinou a manutenção da prisão do motorista, que permanece recolhido à disposição do Judiciário.
D.F. foi preso por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com a qualificadora relacionada à embriaguez, conforme previsto no artigo 302, § 3º, do Código de Trânsito Brasileiro. Ele foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de Paulo de Faria.
Acidente
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares realizavam patrulhamento pela Vila Marin quando perceberam uma aglomeração de pessoas no cruzamento das ruas Oiapoc e Ivaí. Ao chegarem ao local, constataram que um acidente de trânsito com vítima havia ocorrido poucos minutos antes.
A vítima foi identificada como Dilma Goveia, de 59 anos. Dona de casa e divorciada, ela residia em Votuporanga e deixa três filhos: Ed Carlos Goveia, Andressa Goveia Rosa e Alessandro Rosa.
Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, Dilma estava com a bicicleta elétrica parada no sinal de “PARE” da Rua Oiapoc, aguardando a passagem de um veículo.
Após o automóvel passar, ela iniciou a travessia do cruzamento. Nesse momento, um Ford Fiesta que vinha logo atrás pela Rua Oiapoc atingiu a traseira da bicicleta elétrica.
Ainda conforme o relato registrado pela Polícia Militar, após a colisão, o carro passou por cima da vítima.
Quando os policiais chegaram, Dilma apresentava diversas lesões e tinha dificuldade para se comunicar devido aos ferimentos na boca. Equipes de atendimento médico foram acionadas e a vítima foi encaminhada para atendimento.
Motorista apresentava sinais de embriaguez
O motorista permaneceu no local do acidente, com o veículo estacionado. Conforme o relato dos policiais, ele ainda estava sentado no banco do carro e apresentava sinais aparentes de embriaguez, como odor etílico, voz pastosa e dificuldade de equilíbrio.
D.F. também teria apresentado dificuldade inicialmente para informar corretamente seus dados pessoais e endereço. Pessoas que o conheciam conseguiram entrar em contato com um familiar, que compareceu ao local.
Os policiais ofereceram ao motorista a possibilidade de realizar o teste do etilômetro, mas ele recusou.
Diante dos sinais de embriaguez observados pelos agentes e das circunstâncias do acidente, o condutor foi encaminhado à Central de Flagrantes para o registro da ocorrência.
Vítima não resistiu aos ferimentos
Enquanto o procedimento policial era realizado, a Santa Casa de Votuporanga entrou em contato com o Plantão Policial para informar que Dilma havia morrido em decorrência dos ferimentos provocados pelo atropelamento.
Com a confirmação do óbito, a ocorrência passou a ser registrada como homicídio culposo na direção de veículo automotor, com a qualificadora relacionada à embriaguez, nos termos do artigo 302, § 3º, do Código de Trânsito Brasileiro.
O procedimento policial registra que os elementos reunidos apontaram, em tese, para a prática do crime e também contém representação pela prisão preventiva do motorista.
D.F. foi preso em flagrante e, após a audiência de custódia realizada nesta segunda-feira, teve a prisão mantida pela Justiça. Ele permanece recolhido, à disposição do Judiciário.
Da Redação/VotuNews













