Justiça converte prisão de hackers de temporária em preventiva

Decisão vale para os dois suspeitos de atuar na invasão de celulares de autoridades da Operação Lava Jato presos no último dia 19.

O juízo da 10ª Vara Federal do Distrito Federal converteu as prisões temporárias de Thiago Martins, o ‘Chiclete’, e Luiz Molição, detidos na segunda fase da Operação Spoofing, em preventivas. Eles foram presos por suspeita de participar da invasão de celulares de autoridades envolvidas na Operação Lava Jato.

Dessa forma, eles ficam presos agora sem prazo para serem liberados, diferentemente da prisão temporária, que tem prazo de 5 dias, renováveis por mais 5.

Os suspeitos foram detidos no dia 19 e têm marcada para a tarde da próxima segunda-feira (30) uma audiência de custódia, aponta a assessoria de imprensa da Justiça Federal do DF.

Segundo a PF, ‘Chiclete’ se encontrou com Walter Delgatti Neto, o Vermelho, em Brasília. Ele já esteve envolvido em um episódio de compra de uma Land Rover com Túlio Guerreiro, ex-jogador de futebol do Botafogo e do Corinthians – a transação não se concluiu.

Já com relação a Molição, a PF acredita ter encontrado uma conversa que aponta para o envolvimento do hacker com o vazamento de mensagens do coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, e o ex-juiz Sérgio Moro publicadas pelo site The Intercept.

Também foram encontradas, segundo relatado pelo procurador da República Wellington Divino Marques de Oliveira na representação pela segunda fase da ‘Spoofing’, conversas do aplicativo Telegram em que Luiz Henrique Molição instrui Walter Neto (‘Vermelho’) a enviar uma nota para um jornalista através da conta da deputada federal Joice Hasselmann.

Walter Delgatti Neto, o ‘Vermelho’, foi preso na primeira etapa da operação e é apontado como líder do grupo. Ele confessou o hackeamento e disse que não cobrou contrapartidas financeiras para repassar os dados. Além de Delgatti Neto, foram presos da primeira fase da Spoofing, no dia 23 de julho, Gustavo Henrique Santos, o DJ de Araraquara, sua mulher, Suellen Priscila de Oliveira e Danilo Cristiano Marques.

O grupo seria responsável pela invasão de celulares pelo menos 1.000 pessoas, entre elas autoridades como o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça Sérgio Moro e os procuradores da Operação Lava Jato, inclusive Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa.

FONTE: Informações | ESTADÃO

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