Hospital de Base é o primeiro centro médico da região a realizar técnica inovadora para tratar câncer hepático

O Hospital de Base (HB) de Rio Preto é a primeira instituição de saúde da região Noroeste a realizar a radioembolização hepática, procedimento minimamente invasivo para tratar pacientes com câncer no fígado. No dia 12 de novembro, equipes de três setores do HB empregaram esta técnica inédita na região num paciente de 63 anos, morador do Estado do Mato Grosso.

A radioembolização permite a aplicação da radiação de forma seletiva dentro das lesões cancerígenas, com menos efeitos colaterais para os pacientes, menor tempo de recuperação e elevada resposta positiva ao tratamento.

O procedimento inédito envolveu o cirurgião vascular André Miquelin, o médico nuclear Ricado Ferrari e o médico hepatologista Renato Silva, todos do Hospital de Base de Rio Preto, e o cirurgião vascular Leonardo Galastri, do IBCC Oncologia e Hospital Albert Einstein.

A técnica consiste na injeção intra-arterial de esferas emissoras de radiação beta (microesferas-ítrio-90) dentro do tumor com objetivo de alcançar uma elevada dose seletiva apenas no local desejado, sem atingir outros órgãos.

Renato Silva explica que a técnica é indicada para pacientes com tumores primários no fígado ou com câncer de intestino com metástases predominantemente hepáticas que não apresentam indicação de ressecção cirúrgica.

“Este tratamento envolve uma série de profissionais especializados de diversas áreas, como oncologistas, médicos nucleares, radioterapeutas, físicos e equipe de enfermagem, ou seja, equipes multidisciplinares que só grandes centros médicos como Hospital de Base dispõem. O planejamento é passo fundamental para o sucesso do tratamento”, afirma o hepatologista.

A dose do material radioativo é calculada com extremo critério pelos médicos do Serviço de Medicina Nuclear do hospital. “Desta forma, o procedimento pode ser feito com toda a segurança para o paciente”, ressalta o médico nuclear Ricardo Ferrari.

“A técnica é minimamente invasiva, pois fazemos um corte de milímetros. A radioembolização hepática oferece resposta muito positiva no controle da doença, além de muitos outros benefícios”, afirma Miquelin, do Einstein. Entre os benefícios para o paciente, estão a redução significativa de efeitos colaterais, o menor tempo de hospitalização, a maior rapidez na recuperação e no retorno às atividades cotidianas, sem a necessidade de incisões durante o procedimento.

A radioembolização também pode ser aplicada em casos de câncer de vias biliares e tumores de outros órgãos com metástase hepática. “A depender do caso, ela pode ser associada à quimioterapia ou a outras formas de tratamento contra o câncer”, diz Renato Silva.

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