sex, 06 de novembro de 2026

Dupla é condenada a 45 anos de prisão em penas somadas por executar mulher a tiros na frente dos filhos em disputa pelo tráfico

Júri popular ocorreu na quinta-feira (5) em São José do Rio Preto (SP). Cabe recurso da decisão.

Dois homens foram condenados a 45 anos de prisão, em penas somadas, na quinta-feira (5) em São José do Rio Preto (SP) por executar uma mulher a tiros na frente dos filhos, à época com quatro e dois anos. Júnia Calixto, de 26 anos, foi morta com sete disparos em agosto de 2024. Cabe recurso da decisão.

Kalyson Signorini de Angelo Macedo, de 20 anos, e Roberto Antônio Brito de Souza, conhecido como “Juninho da Baiana”, foram sentenciados a 22 anos e seis meses de prisão em regime fechado cada um por homicídio triplamente qualificado, fraude processual e corrupção de menores. O g1 tenta contato com a defesa da dupla.

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), foram ouvidas cinco testemunhas de acusação, sete de defesa e os condenados foram interrogados.

Os dois já estavam presos enquanto aguardavam o júri popular. O crime ocorreu em agosto de 2024, no bairro João Paulo II, motivado por uma disputa territorial pelo tráfico de drogas na região.

Imagens de circuitos de segurança flagraram a execução. Assista ao vídeo acima. Logo após o crime, a câmera instalada no local foi propositalmente virada para tentar impedir o reconhecimento dos envolvidos.

De acordo com a denúncia do Ministério Público e as investigações da Polícia Civil, Júnia foi morta por vender drogas em uma área dominada por um grupo rival, localizada a poucos metros de um ponto chefiado por Kalyson. A suspeita dos criminosos era de que ela também fosse informante da polícia.

As investigações apontam que Roberto Antônio foi o autor dos disparos. Ele chegou ao endereço na garupa de uma motocicleta pilotada por José Guilherme Lousano Júnior, o “Escovão”. O piloto da moto morreu em um tiroteio com a polícia em fevereiro de 2025.

Durante a investigação, os policiais constataram que os três suspeitos de envolvimento no homicídio coagiram um adolescente de 14 anos a assumir o assassinato para permanecerem impunes.

Em troca, eles dariam uma arma, uma motocicleta e uma quantia em dinheiro. Por isso, entregaram a ele o revólver utilizado no assassinato de Júnia. Contudo, as investigações apontaram que ele não tinha envolvimento no homicídio.

Em entrevista à TV TEM, o delegado responsável pela investigação, André Amorim, disse que a execução da jovem teve “teatro armado”, porque o menor foi levado para um local afastado, onde tentaram modificar provas.

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