Compulsão alimentar durante a pandemia de Covid-19

Entenda as mudanças e como evitar essa compulsão.

Uma surpresa para todos foi a velocidade da pandemia do novo coronavírus em todo o mundo. Os principais focos estão no esforço das políticas de saúde para conter a propagação do vírus e os cuidados de indivíduos com a infecção aguda. Contudo, uma condição séria relacionada à Covid-19 é o impacto psicológico, financeiro e social que pode comprometer significativamente a condição de saúde de todos.

Sabe-se que um dos fatores que mais alteram durante o isolamento social é o ato de se alimentar. É muito difícil conseguir manter a mente livre das tentações de alimentos menos nutritivos. E muitos dos pacientes com transtornos alimentares são mais sensíveis e responsivos ao estresse psicossocial da quarentena. A chamada fome emocional é a mais prevalente no isolamento em casa, onde a pessoa termina de comer, mas deseja continuar comendo, como forma de aconchego e segurança. Esse cenário pode despertar a chamada compulsão alimentar que pode se tornar patológica, dependendo de como a pessoa reage em frente a tal mudança.

Além disso, pessoas que já apresentavam transtornos alimentares e outras condições concomitantes — como depressão, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno pós-traumático — tendem a potencializar a preocupação e a ansiedade desencadeadas pela Covid-19, acentuando a severidade do distúrbio paralelo, o que interage negativamente com o próprio transtorno alimentar.

O autocuidado deve ser redobrado nessa fase: precisamos dar atenção ao nosso corpo e ao nosso estado emocional. Veja algumas dicas:

  1. Mude o seu estoque de alimentos: pesquisas mostram que ter alimentos saudáveis aumenta a probabilidade de comer de forma adequada.
  2. Evite o “comer emocional”: não associe o alívio das tensões com o conforto da alimentação. Não desconte o estresse da sua rotina na comida, procure minimizá-lo com outras atividades mais eficientes.
  3. Estimule o autocuidado: além da nutrição, outros hábitos devem ser priorizados como os padrões de sono e a prática de exercícios físicos regulares.
  4. Busque ajuda profissional se puder: se você sentiu grande dificuldade em normalizar os padrões alimentares, ou a incapacidade de reduzir a ansiedade e o estresse do isolamento, procure ajuda de um profissional de saúde!

FONTE: Informações | g1.globo.com / Roberta Lara é nutricionista e colaboradora da página sobre nutrição “5 minutos de nutrição”

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