qui, 29 de outubro de 2026

Comerciário é agredido por grupo ao comemorar vitória de Lula em praça

Agressão ocorreu em uma praça em Guaraçaí (SP) no domingo (25). Vítima de 20 anos precisou receber quatro pontos na cabeça.

Um jovem foi ferido na cabeça e agredido com socos, pontapés e chutes por um grupo de pessoas, vestidas de verde e amarelo, enquanto comemorava a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na noite de domingo (25), em Guaraçaí, no interior de São Paulo.

O comerciário João Guilherme da Silva Ribeiro, de 20 anos, participava da comemoração na Praça Manoel Rodrigues Marques Neto. Ele relatou à polícia que tentou utilizar o banheiro público, mas foi inicialmente impedido pelos suspeitos. Após conseguir usar o sanitário, a vítima passou a ser alvo de comentários homofóbicos feitos pelo grupo, que aguardava do lado de fora, como “gay”, “bicha” e “veado”.

Segundo o boletim de ocorrência, ao sair do local, o jovem foi surpreendido e agredido pelas costas. Durante as agressões, ele sofreu um corte na cabeça provocado por um objeto cortante, sem conseguir identificar quem o atingiu.

Os vídeos enviados ao g1 mostram o momento das agressões. Pelas imagens, é possível observar que alguns dos suspeitos usavam camisetas da seleção brasileira de futebol. Veja acima.

“Depois que a briga se estendeu até a praça, os agressores começaram a desferir socos como um soco inglês. Também houve mordidas na cabeça e no trapézio, com ferimentos decorrentes das agressões. Pessoas conhecidas da minha família e meus amigos chegaram, separaram a briga e me levaram ao hospital. Os policiais se recusaram a ajudar ou intervir, disseram que não eram ambulância e foram embora”, relatou João Guilherme à reportagem.

O jovem precisou receber quatro pontos na cabeça após ser socorrido e encaminhado ao hospital municipal de Guaraçaí. O g1 fez contato com a Polícia Militar, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Ofensas em mensagens, áudios e fotos

À polícia, João Guilherme afirmou ser homossexual e eleitor do candidato eleito pelo Partido dos Trabalhadores (PT). A vítima ainda relatou que as agressões foram planejadas pelos suspeitos por meio de um grupo em um aplicativo de conversas, pelo qual foram enviados fotos, áudios e vídeos, incluindo mensagens como: “Ele falou que ia pegar e pegou mesmo”, “petista viado tinha que morrer”.

O jovem disse à polícia que conhece superficialmente os suspeitos e se comprometeu a fornecer prints de conversas, imagens e gravações para auxiliar na investigação.

O caso foi registrado como lesão corporal e difamação e segue sob apuração da Polícia Civil.

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