dom, 27 de setembro de 2026

Acusados de esfaquear grávida para tentar interromper gestação são julgados em Rio Preto

Crime aconteceu em maio de 2025 em São José do Rio Preto (SP). Segundo as investigações, o então namorado da jovem e um amigo planejaram o ataque após a vítima se recusar a fazer um aborto.

Os dois homens acusados de esfaquear e tentar matar uma gestante de 18 anos na tentativa de interromper a gravidez vão a júri popular nesta terça-feira (15) em São José do Rio Preto (SP).

Ian Tavares da Rocha e Christopher Richard são acusados de tentativa de homicídio e tentativa de aborto provocada por terceiro sem o consentimento da gestante. A dupla aguardava o julgamento em prisão preventiva. O g1 tenta contato com os advogados dos réus.

A sessão do Tribunal do Júri está prevista para começar às 10h no Fórum de São José do Rio Preto.

O crime ocorreu na madrugada do dia 28 de maio de 2025. A vítima voltava a pé do trabalho para casa quando percebeu que estava sendo seguida pelos dois homens. Ela foi abordada na rua e esfaqueada sete vezes pela dupla, que fugiu em seguida. Mesmo gravemente ferida, a jovem conseguiu caminhar e pedir socorro a vizinhos.

Vítima teve perfurações

No dia do crime, a vítima, à época com seis meses de gestação, foi socorrida e levada ao Hospital de Base (HB) de Rio Preto, onde passou por cirurgia de emergência devido a perfurações no fígado, no baço e no intestino.

A TV TEM apurou que ela se recuperou e deu à luz. Mãe e bebê estão bem.

Ian Tavares da Rocha, então namorado da jovem, foi preso na noite do dia 29 de maio de 2025 em sua residência. Em depoimento à Polícia Civil, ele confessou o crime e admitiu que esfaqueou a grávida com o objetivo de atingir o feto e interromper a gravidez, já que ela havia se recusado a fazer um aborto.

Planejamento e promessa de recompensa

Segundo as investigações, Ian havia combinado de acompanhar a namorada a um laboratório de exames. No entanto, ele planejou o ataque com o amigo Christopher Richard, prometendo-lhe uma recompensa em dinheiro, uma cama e perfumes para que o comparsa o ajudasse na execução do crime.

Imagens de câmeras de segurança e o trabalho de apuração da Polícia Civil ajudaram a identificar a dupla, que teve a prisão preventiva decretada. O canivete foi encontrado na casa de Ian. As roupas usadas na noite do crime foram abandonadas pela dupla em um córrego. Ian e Christopher permanecem presos preventivamente desde a época do crime.

Compartilhe!

    Relacionados