Boletins da Ásia e da Oceania mostram a disputa por país; divulgação da totalização presidencial começa às 17h de Brasília.
Os primeiros boletins de urna da eleição presidencial brasileira já permitem acompanhar a disputa no exterior neste domingo, 4. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente nos recortes disponíveis da Nova Zelândia, China, Coreia do Sul e Singapura, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) lidera no Japão e nas Filipinas.
A diferença de fuso horário permitiu encerrar a votação em localidades da Ásia e da Oceania antes do fechamento das urnas no Brasil. Os documentos registram o resultado de cada seção e antecedem a divulgação da totalização nacional pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Como estão os resultados por país?
Confira os números dos boletins já divulgados:
Nova Zelândia: Lula recebeu 234 votos, ou 70,48% dos 332 votos válidos, contra 64 de Flávio Bolsonaro, equivalentes a 19,28%. Renan Santos aparece na sequência, com 13 votos, seguido por Romeu Zema, com sete. A contagem registra 339 comparecimentos, quatro votos em branco e três nulos.
Japão: Flávio somou 24.601 votos nos 119 boletins das jurisdições eleitorais de Nagóia, Tóquio e Hamamatsu. Lula recebeu 5.234. O candidato do PL ficou à frente nas três jurisdições. Compareceram 36.627 dos 88.293 eleitores aptos; os boletins registraram 1.441 votos em branco e 868 nulos.
China, incluindo Hong Kong: a soma de Pequim, Xangai, Cantão e Hong Kong registra 367 votos para Lula, ou 56,29% dos 652 válidos. Flávio recebeu 203, equivalentes a 31,13%. Lula liderou nas três cidades da China continental; em Hong Kong, Flávio teve 105 votos, contra 99 do presidente. Considerando apenas a China continental, o placar foi de 268 a 98 para Lula.
Coreia do Sul: o boletim de Seul registra 123 votos para Lula, ou 56,94% dos 216 válidos. Flávio recebeu 72, equivalentes a 33,33%. Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury tiveram seis votos cada. Rui Costa Pimenta, Romeu Zema e Samara Martins receberam um voto cada.
Filipinas: Flávio recebeu 33 votos, ou 53,23% dos 62 válidos, contra 26 de Lula, equivalentes a 41,94%. Renan Santos teve dois votos e Ronaldo Caiado, um. Dos 229 eleitores aptos, 63 compareceram. A urna registrou um voto nulo e nenhum em branco.
Singapura: Lula recebeu 190 votos, ou 54,60% dos 348 nominais registrados nas duas seções. Flávio teve 92, equivalentes a 26,44%. Renan Santos somou 22 votos e Augusto Cury, 21. Compareceram 364 dos 864 eleitores aptos, com oito votos em branco e oito nulos.
Austrália: Lula recebeu 4.562 votos, ou 53,98% do total, contra 2.579 de Flávio Bolsonaro, equivalentes a 30,52%, segundo levantamento do g1 com base nos boletins de urna. Augusto Cury aparece na sequência, com 329 votos, seguido por Renan Santos, com 316. Romeu Zema teve 132 votos e Ronaldo Caiado, 124.
Por que o resultado aparece antes do brasileiro?
Países da Ásia e da Oceania estão à frente do Brasil no fuso horário. Na Nova Zelândia, por exemplo, a votação começou às 16h de sábado, 3, pelo horário de Brasília, quando já eram 8h de domingo no horário local.
O boletim de urna registra os votos de uma seção e pode ser consultado depois de seu encerramento. A totalização reúne esses registros nos sistemas da Justiça Eleitoral. Segundo o TSE, a divulgação dos resultados presidenciais, inclusive dos votos recebidos no exterior, será liberada simultaneamente a partir das 17h de Brasília.
No território brasileiro, a votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Quem estiver na fila no momento do encerramento poderá votar.
Os boletins do exterior integram a eleição brasileira, mas não determinam seu desfecho. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos na totalização nacional. Se ninguém alcançar esse patamar, os dois mais votados disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
Fonte: Revista Exame – Estela Marconi e Tamires Vitorio











