ter, 11 de agosto de 2026

Um ano após morte de cobrança de dívida, viúva desabafa sobre falta de respostas e impunidade

Completado um ano do desaparecimento e assassinato de quatro homens que viajaram ao norte do Paraná para realizar a cobrança de uma dívida de R$ 255 mil, os principais suspeitos do crime seguem foragidos e a família de uma das vítimas expressa desconfiança no trabalho das autoridades. Os paulistas Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso saíram de São José do Rio Preto no dia 4 de agosto de 2025 para se encontrar com Alencar Gonçalves de Souza na cidade de Icaraíma. Os quatro caíram em uma emboscada no dia seguinte ao se reunirem com os fazendeiros Antônio Buscariollo, de 67 anos, e seu filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 23 anos.

Após mais de um mês incomunicáveis, os corpos dos quatro homens foram localizados em 18 de setembro de 2025, enterrados em uma propriedade rural de Icaraíma com marcas de múltiplos disparos de arma de fogo. A picape utilizada pelo grupo havia sido enterrada em uma estrutura tipo bunker na mesma região de mata fechada. Desde o início das apurações, pai e filho fugiram e tiveram os nomes incluídos na lista da Difusão Vermelha da Interpol, com mandados de prisão temporária em aberto. As investigações chegaram a apontar inclusive a suspeita de que policiais civis paranaenses teriam facilitado a fuga dos suspeitos, situação que deu origem a um procedimento administrativo que permanece em andamento.

Em entrevista concedida nesta quarta-feira, dia 5 de agosto, Denise Cristina Pereira, viúva de Robishley, declarou que perdeu as esperanças na ação policial e desabafou sobre a dor de criar o filho do casal, que tinha apenas sete meses na época do homicídio e crescerá sem memórias do pai. Em contrapartida, a Polícia Civil do Paraná afirma que as equipes continuam trabalhando para identificar e responsabilizar todos os envolvidos no crime, ressaltando que o local da desova é uma área conhecida como rota de contrabando. A defesa dos acusados contesta as ordens de prisão temporária e alega restrições de acesso ao processo.

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