Neste 9 de agosto, completam-se um ano da queda do voo 2283 da Voepass, uma tragédia que resultou na morte das 62 pessoas a bordo. O avião ATR-72, que partiu de Cascavel (PR) com destino a São Paulo, caiu em uma área residencial de Vinhedo, deixando a comunidade e os familiares das vítimas em busca de respostas.
Entre as vítimas estava a médica Arianne Albuquerque Estevam Risso, de 34 anos, natural de Fortaleza, que se formou e morou por anos em Fernandópolis. Casada com o fernandopolense Leonardo Risso, Arianne estava indo a São Paulo para participar de um congresso de oncologia. Emocionalmente abalada, sua mãe, Fátima Albuquerque, acusou publicamente a empresa, afirmando que a tragédia foi “anunciada” e que “isso não foi fatalidade”. O marido de Arianne, Leonardo, a descreveu como “a pessoa mais amável” que ele conheceu.
Cronologia da Tragédia e a Investigação do Cenipa
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira, divulgou um relatório preliminar que detalha a sequência de eventos que levaram à queda. A investigação apontou que, ao longo do voo, os pilotos lidaram com alertas recorrentes de formação de gelo.
A cerca de 70 km de seu destino, a aeronave começou a emitir alertas críticos de “velocidade de cruzeiro baixa” e “desempenho degradado”. Em seguida, o alarme de perda de sustentação foi acionado. Após uma série de manobras, o avião perdeu o controle, entrou em um movimento de parafuso chato e colidiu com o solo. O relatório final da investigação, que não busca culpados, mas sim a prevenção de novos acidentes, está previsto para ser publicado na próxima quarta-feira (13).
O Futuro da Empresa e a Luta das Famílias
No período após o acidente, a Voepass teve suas operações suspensas em março e seu certificado de operador aéreo foi cassado em definitivo pela Anac em junho. Atualmente, sete aviões do modelo ATR da companhia estão estacionados no aeroporto de Ribeirão Preto. Paralelamente, as famílias das vítimas continuam sua luta por indenizações, em processos separados da recuperação judicial da empresa. A mãe de Arianne, Fátima, segue pedindo a responsabilização da companhia aérea pelo ocorrido.












