As centrais de emergência da Polícia Militar nas regiões de São José do Rio Preto e Araçatuba enfrentaram um desafio preocupante em 2025: o alto volume de ligações falsas. Segundo dados oficiais, foram registrados mais de 40 mil trotes ao número 190 ao longo do ano. Na região de Araçatuba, que abrange 43 municípios, foram cerca de 21 mil ocorrências desse tipo, enquanto a área de Rio Preto somou aproximadamente 19 mil chamadas enganosas. Um detalhe que chama a atenção das autoridades é que, em Rio Preto, mais de 10 mil dessas ligações foram feitas por adultos.
O impacto desse comportamento vai além da simples brincadeira de mau gosto, gerando um prejuízo real para a segurança pública e para o bolso do contribuinte. De acordo com a tenente Juliana Amorim, em entrevista à TV TEM, as chamadas falsas congestionam as linhas e criam filas de espera, o que pode atrasar o socorro a quem realmente está em uma situação de vida ou morte. Além da PM, o Corpo de Bombeiros também sofre com o problema; em Araçatuba, o Centro de Operações da corporação registrou cerca de 8 mil trotes. O tenente José Renato Martins alerta que o tempo ideal para um atendimento eficiente é de até 20 minutos, e o deslocamento para uma ocorrência inexistente compromete diretamente esse prazo para vítimas reais.
Atualmente, o Centro de Operações da Polícia Militar utiliza tecnologia avançada e treinamento específico para que os atendentes filtrem as ligações por meio de perguntas técnicas, tentando identificar a falsidade antes do envio de equipes. No entanto, quando uma viatura chega a ser deslocada, o risco de deixar outra área desassistida é imediato. As autoridades reforçam que passar trote é crime de falsa comunicação de infração, com previsão de multa e detenção de até seis meses, conforme o Código Penal. A orientação é para que a população utilize os números 190 e 193 com responsabilidade, garantindo que o serviço permaneça disponível para emergências verdadeiras. G1.













