Funcionários dos Correios decretaram greve por tempo indeterminado em todo o país após o encerramento das negociações da campanha salarial deste ano sem um consenso com a direção da estatal. A paralisação teve início na noite de quinta-feira e foi aprovada em assembleias regionais promovidas pela Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações.
O principal ponto de desacordo entre os trabalhadores e a empresa envolve os custos e o modelo de gestão do plano de saúde corporativo. Segundo a representação sindical da categoria, a proposta apresentada pela direção dos Correios busca alterar a condição da empresa como mantenedora da assistência médica, o que gera insegurança sobre a manutenção do benefício para funcionários da ativa, aposentados e dependentes.
Mesmo após sucessivas rodadas de conversas e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho, as partes não chegaram a um entendimento. Os trabalhadores afirmam que aguardam uma contraproposta que atenda às reivindicações de preservação de direitos e proteção do plano médico, enquanto a direção dos Correios ainda não se pronunciou publicamente sobre os impactos do movimento na prestação dos serviços.













