Um programa de complementação financeira criado pelo Governo de São Paulo conseguiu reativar mais de 8 mil leitos hospitalares, aumentar a oferta de exames e acelerar a realização de cirurgias em todo o território paulista. Conhecida como Tabela SUS Paulista, a iniciativa foi detalhada pelo secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, em entrevista ao videocast SP Pod, da Agência SP. De acordo com o secretário, o projeto nasceu da necessidade de descentralizar o atendimento médico e se consolidou como uma das principais ferramentas para diminuir o tempo de espera dos pacientes.
Ao assumir a pasta, a atual gestão mapeou a saúde pública do estado e encontrou uma realidade preocupante, marcada por longas filas e milhares de leitos desativados. O diagnóstico apontou que as Santas Casas e os hospitais filantrópicos — responsáveis por cerca de 70% dos atendimentos no interior do estado — enfrentavam uma grave crise financeira. O motivo era a defasagem nos repasses do governo federal, que em muitos casos não sofriam reajustes há quase vinte anos. Com os hospitais operando no vermelho, o atendimento nas 17 regiões de saúde do estado acabou severamente prejudicado.
Para mudar esse cenário, a Secretaria da Saúde utilizou um estudo econômico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ligada à USP, para reavaliar os valores de aproximadamente 5 mil procedimentos médicos. O governo estadual passou então a complementar a verba federal com recursos próprios, aplicando reajustes que chegaram a 400% em alguns casos. Desde o lançamento da medida, em 2023, o Tesouro Estadual já repassou mais de R$ 10 bilhões para cerca de 800 instituições filantrópicas e fundações. Neste ano, o benefício foi estendido também para a rede pública municipal, alcançando 100 hospitais em 77 cidades.











