qui, 22 de outubro de 2026

Suspeito de assassinar esposa a facadas saiu da prisão em janeiro após condenação por matar ex

Hiago Schnornberger foi condenado a 24 anos de prisão pela morte de Fernanda Aparecida da Silva, em Pitangueiras (SP) em 2018; ele deixou a prisão em janeiro deste ano, após passar pouco mais de nove anos preso.

O homem apontado como principal suspeito de matar a esposa a facadas em São José do Rio Preto (SP) deixou a cadeia há nove meses, em janeiro deste ano, após passar nove anos preso pelo assassinato da ex-namorada, de 18 anos, em uma área de mata.

O g1 teve acesso aos documentos judiciais e a dinâmica chama a atenção pela semelhança. Em 2018, Hiago Moreira Schnornberger foi condenado a 24 anos de prisão pelo assassinato de Fernanda Aparecida da Silva, em Pitangueiras (SP). O crime ocorreu no dia 3 de dezembro de 2016.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Hiago, à época com 22 anos, não aceitava o fim do relacionamento e, motivado por uma crise de ciúmes, atraiu a jovem para uma mata afastada da cidade, com o pretexto de que iriam acampar.

Fernanda disse aos familiares que iria até a igreja, mas, ao perceber que a jovem demorou para voltar, os irmãos e a mãe dela começaram as buscas e fizeram a denúncia à polícia.

Na ocasião do crime, o homem amarrou os braços e as pernas da vítima, vendou os olhos dela e a esfaqueou diversas vezes no peito. Hiago se entregou à polícia no dia 4, mas foi ouvido e liberado, após o delegado considerar que não houve flagrante.

O corpo de Fernanda foi encontrado no dia 6 de dezembro. No dia 8, o homem teve a prisão decretada. Em 20 de setembro de 2018, Hiago foi condenado pelo júri popular a 24 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado em regime fechado.

A denúncia do Ministério Público apontou que o crime foi cometido por:

  • Motivo torpe;
  • Emprego de meio cruel e
  • Uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Da prisão à liberdade condicional

Representado pela Defensoria Pública, Hiago recorreu da condenação e conseguiu reduzir a pena de 24 para 14 anos de prisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A defesa argumentou que uma das qualificadoras do homicídio havia sido considerada duas vezes no cálculo da pena e que a confissão do réu não havia sido reconhecida como atenuante. A revisão resultou na redução de dez anos da pena inicialmente imposta.

Em 15 de abril de 2025, Hiago conseguiu a progressão para o regime semiaberto. Em 15 de janeiro de 2026, passou à liberdade condicional, cerca de nove meses antes de matar Elisângela, crime pelo qual agora é investigado em Rio Preto.

No documento relacionado ao pedido para liberdade, a defesa do homem argumentou que ele havia cumprido o requisito de tempo previsto para o benefício e atendia às condições, com base em atestado de bom comportamento na prisão, frequência no ensino regular e trabalho dentro da unidade.

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