qua, 12 de agosto de 2026

Sobrevivente revela que avião de Estrela d´Oeste caiu durante simulação de falha em motor em Marília

As investigações sobre a queda de um avião bimotor em Marília, no interior de São Paulo, ganharam um novo e importante capítulo após o depoimento do único sobrevivente da tragédia. Pablo Portela Ilowski, de 28 anos, revelou às autoridades que a aeronave realizava um treinamento com apenas um dos motores em funcionamento momentos antes do acidente. A queda, ocorrida exatamente um mês atrás, no dia 10 de junho, tirou a vida de dois pilotos.

De acordo com o depoimento do sobrevivente, os pilotos haviam combinado de fazer essa simulação de emergência na noite anterior ao voo. No entanto, Pablo afirmou que o procedimento não seguiu os protocolos de segurança exigidos para esse tipo de operação arriscada. O avião estava sendo comandado por Gabriel Maloni Mendes da Cruz, de 24 anos, que faleceu na hora. A outra vítima fatal da queda foi o piloto Henrique Guariente Filho, de 47 anos.

Pablo viajava no banco traseiro da aeronave e conseguiu escapar com vida graças ao heroísmo de operários que trabalhavam em uma obra perto do local do acidente. Ao presenciarem a queda, os trabalhadores correram até os destroços e usaram uma faca para cortar o cinto de segurança do jovem, conseguindo puxá-lo para fora a tempo. Logo em seguida, um incêndio de grandes proporções tomou conta do veículo. Testemunhas e socorristas chegaram a usar 16 extintores de incêndio em uma tentativa desesperada de apagar o fogo, mas as chamas avançaram rápido e os dois pilotos que estavam na frente morreram carbonizados.


Em seu relato à polícia, o passageiro também garantiu que o avião não apresentava nenhum defeito ou falha mecânica antes de decolar e que toda a manutenção preventiva estava rigorosamente em dia. A aeronave envolvida no acidente é um modelo Beech Aircraft 58, com prefixo PT-MDB, fabricada em 1985 e de propriedade da empresa Ponzan Alimentos, sediada na cidade de Estrela d’Oeste. Órgãos oficiais confirmaram que toda a documentação do bimotor estava perfeitamente regularizada. Agora, a Polícia Civil e o Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) continuam analisando o caso para esclarecer se a tragédia foi provocada por falha operacional, erro humano ou outros fatores.

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