Setembro Amarelo: roda de conversa sobre valorização da vida

Reinaldo Antônio de Carvalho, coordenador da rede de Saúde Mental da Prefeitura de Votuporanga, e Alexandre Machado de Freitas, esclareceram sobre o tema

Agir salva vidas. A Santa Casa apoia a campanha Setembro Amarelo, mês de conscientização e prevenção do suicídio, uma das causas de morte mais frequente nos últimos anos. Uma roda de conversa foi realizada nesta terça-feira (14/9) com o coordenador de rede da Saúde Mental da Prefeitura de Votuporanga, Reinaldo Antônio de Carvalho, e porta-voz do Centro de Valorização da Vida (CVV) de Votuporanga, Alexandre Machado de Freitas.

Reinaldo explicou mais sobre a campanha. “Teve início nos Estados Unidos, quando um jovem cometeu suicídio, se jogando do carro. Na ocasião, os seus familiares escreveram mensagens de apoio. No Brasil, a ação começou em 2014, juntamente com as políticas públicas no Sistema Único de Saúde (SUS), remetendo à época de ipês amarelos, que estão florindo”, disse.

Ele ressaltou que a taxa mais predominante dos suicídios. “São adultos jovens, entre 20 a 39 anos. Os homens concretizam mais os atos, enquanto as mulheres tentam mais, até mesmo porque buscam meios menos violentos como remédios”, complementou.

O coordenador da rede da Saúde Mental da Prefeitura de Votuporanga frisou que 90% dos casos estão associados aos transtornos mentais, sendo 60% deles a depressão. “Pode envolver ansiedade também, uso de drogas como álcool e entorpecentes. A pandemia trouxe algumas consequências também sejam emocionais, econômicas e também aproximou de quem a gente convive”, explicou.

Reinaldo explicou como identificar uma pessoa que precisa de ajuda. “É preciso verificar se é um pensamento ou se é uma ideação (quando essa ideia se torna prevalente). A partir daí, investigamos se já houve tentativas e se foram consistentes (envolvendo planejamento) ou não. Mas é extremamente importante nos conscientizarmos que ninguém busca o suicídio como forma de chamar a atenção, mas porque quer acabar com seu sofrimento”, afirmou.

CVV: momento de ouvir

Alexandre explicou sobre o trabalho do CVV. “Atendemos pessoas, especialmente em datas comemorativas que buscam consolo diante da perda de amigos e familiares. Prestamos apoio emocional de pronto socorro, trazendo alívio momentâneo”, afirmou.

O porta-voz explicou mais sobre o serviço. “Assistimos sete dias da semana, 24h, pelo contato 188 ou também por chat ou e-mail. É um trabalho totalmente sigiloso e que preza a confidencialidade”, destacou.

No Brasil, são 125 pontos com mais de quatro mil voluntários. “Temos como pilares a compreensão, o respeito, a aceitação incondicional e a confiança. Não importa quem seja, apenas acolhemos”, emendou.

Para fazer parte desta rede, Alexandre ressaltou que os voluntários precisam ter mais de 18 anos e realizar o treinamento. “Pode-se fazer a inscrição no site ou mesmo nas redes sociais. A próxima qualificação será em novembro, três vezes por semana com duração de um mês”, concluiu.

Imagens em anexo.

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