O edifício que abriga a agência central do Banco do Brasil em Votuporanga, localizado na esquina das ruas Amazonas e Alagoas, terá sua propriedade disputada em leilão no dia 26 deste mês. Avaliado em mais de R$ 6,8 milhões, o imóvel será vendido com a condição de que o banco continue operando no local mediante pagamento de aluguel ao futuro proprietário.
De acordo com o edital, o aluguel inicial está previsto em R$ 44.532 por mês. O comprador também assumirá uma série de obrigações, incluindo a regularização de documentos, eventuais correções na matrícula, atualização cadastral junto à Prefeitura, obtenção de um novo AVCB e melhorias estruturais — especialmente no segundo andar, onde há infiltrações. O edital ainda aponta que há intervenções em andamento dentro da própria agência.
A venda faz parte de uma ampla política nacional do Banco do Brasil de desmobilização de imóveis. A instituição tem adotado modelos de sale and leaseback, nos quais aliena prédios próprios e, posteriormente, passa a pagá-los por meio de locação. Esse processo envolve dezenas de unidades em diferentes Estados e já foi utilizado em anos anteriores como forma de reforçar o caixa e liberar capital.
O movimento ocorre em um período delicado para o banco. No terceiro trimestre de 2025, o Banco do Brasil registrou uma queda de mais de 60% no lucro líquido ajustado em comparação com o ano anterior, reduzindo também sua projeção de resultados para o fechamento do ano. Esse cenário reforça a estratégia de venda de ativos, que, embora garanta renda fixa aos investidores que arrematarem os imóveis, também desperta atenção quanto à capacidade da instituição de manter esses contratos no futuro.
Questionado pela reportagem do Jornal A Cidade, o Banco do Brasil informou que a alienação dos imóveis faz parte de uma estratégia mercadológica e que não haverá impacto no atendimento ou no quadro de funcionários da agência de Votuporanga.
Com informações de Jornal A Cidade












