qua, 12 de agosto de 2026

Polícia investiga morte de jovem encontrada com tiro no rosto em apartamento de policial civil

Caso foi registrado como morte suspeita, mas a Polícia Civil ainda apura as circunstâncias do disparo em Catanduva (SP). Arma foi apreendida e testemunhas ouvidas; policial civil era ex-namorado da jovem.

Uma jovem, de 25 anos, foi encontrada com um tiro no rosto no apartamento do ex-namorado, que é policial civil, na noite de segunda-feira (29) no bairro Bosque das Laranjeiras em Catanduva (SP). O caso foi registrado como morte suspeita, mas a Polícia Civil ainda apura as circunstâncias do disparo.

De acordo com o boletim de ocorrência, Letícia Camolez D’Assumpção foi até o apartamento do ex para conversar com ele, quando pegou uma arma que estava sobre a mesa e atirou contra o próprio rosto.

A investigação apontou que Letícia e o policial tiveram um relacionamento entre 2024 e maio deste ano, marcado por términos e reconciliações. Na noite da ocorrência, ela teria ido até a casa dele para conversar.

O policial relatou, em depoimento, que os dois conversavam quando ele foi ao banheiro. Segundo a versão dele, durante esse intervalo, a jovem pegou a pistola que estava sobre uma mesa da cozinha.

Hipótese de suicídio

Ele afirmou aos investigadores que encontrou a ex-namorada caída na cozinha, com um ferimento na cabeça, e retirou a pistola da mão dela antes de pedir ajuda aos vizinhos, que acionaram o resgate.

Consta no registro policial que a análise preliminar da perícia no local não encontrou elementos que justificassem a prisão em flagrante do policial, mas novas diligências e laudos periciais ainda devem ser produzidos.

Ainda de acordo com o boletim, o perito responsável informou que a cena encontrada apresentava características consideradas compatíveis com a hipótese de suicídio.

Entre os elementos citados estão a posição do corpo, a localização da arma, a trajetória do disparo e a ausência, em um primeiro exame, de sinais aparentes de luta corporal ou ferimentos de defesa.

Os investigadores apreenderam a arma, os celulares da vítima e do policial e solicitaram exames necroscópico e toxicológico, além da perícia nos aparelhos eletrônicos.

A mãe da vítima declarou à polícia que não teve conhecimento de agressões físicas, violência doméstica ou ameaças envolvendo o relacionamento da filha com o policial.

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