Polícia cumpre mandado em casa de professor suspeito de enviar mensagens sexuais para aluna

De acordo com o delegado de Polícia de Ariranha/SP, responsável pelo caso, um notebook foi apreendido e será periciado. Inquérito policial foi aberto e caso está em investigação.

A Polícia Civil de Ariranha/SP cumpriu nesta segunda-feira (14) um mandado de busca e apreensão na casa da mãe do professor de 52 anos suspeito suspeito de enviar mensagens e áudio com conteúdo sexual para uma aluna de 12 anos.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Gilberto César Costa, um notebook foi apreendido no imóvel, local onde o professor mora atualmente. O computador passará por perícia, assim como o celular apreendido da adolescente. O professor deve ser ouvido nos próximos dias.

O caso veio à tona depois que a mãe da garota encontrar no celular da filha conversas mantidas com o docente e ir até a delegacia para registrar um boletim de ocorrência. Um inquérito foi aberto e as investigações estão sendo feitas.

Em nota, a Diretoria Regional de Ensino de Catanduva/SP afirmou que o professor foi afastado das atividades em sala de aula e uma apuração preliminar foi aberta. Se comprovada as suspeitas, serão aplicadas as penalidades pertinentes.

Segundo o advogado contratado pela família, Ettore Guerreiro Lotto, já foram tomadas as medidas administrativas para apuração do caso na diretoria estadual de ensino.

“Hoje a vítima e a genitora deram depoimento sobre suas versões junto à comissão. A partir de agora a apuração será sigilosa para preservação da investigação e também do resguardo da vítima. Serão tomadas também as medidas judiciais em breve”, afirmou Ettore.

Áudios

A imprensa teve acesso aos áudio e mensagens enviados pelo professor ao celular da menor de idade. Em um deles, o homem pede que a garota não comente nada.

“Eu sei meu amorzinho. Mas a gente tem que disfarçar um pouquinho, senão vai dar muita bandeira. Você quer me ver preso, é isso?”

No mesmo áudio, o docente chega a pedir foto. “Não posso, assim. Eu tenho maior vontade, a gente precisa ter cuidado. Não pode vazar essas informações de jeito nenhum. Mas me manda foto, por favor, e eu quero ver pessoalmente, sim, estou louquinho. Beijos.”

Em outro, que dura poucos segundos, ele é ainda mais incisivo. “Você quer ouvir besteirinhas, quer? Então me manda fotos, gostosa.”

Assédio começou dentro de sala de aula

A estudante de 12 anos afirmou em entrevista que o assédio começou dentro da sala de aula da Escola Estadual Gabriel Hernandez e depois foi para o WhatsApp.

“Tudo começou na escola e depois foi para o celular. Ele me elogiava e perguntava de quem eu gostava. Nestes últimos tempos, ele falava que meu corpo era covardia, que era covardia eu estar da forma como estava. Ele ficava olhando”, afirma a menina.

Segundo a garota, o professor apresentava comportamentos diferentes. Na sala de aula, ele mantinha um comportamento sério, mas no WhatsApp era mais direto.

“Foi muito difícil conviver com as duas pessoas que ele era. Na sala de aula, ele era reservado, mas quando saía da escola começava pelo telefone”, diz a garota.

A estudante também diz que ficou assustada, mas que não entendia muitas coisas que o professor dizia nas mensagens. Com isso, ela conta que não quer retornar à escola.

“Ele foi me apresentando aquilo e me perguntava se eu sentia aquelas coisas que ele sentia por mim. Eu fiquei assustada, mas na verdade, o pessoal da sala tinha me alertado dizendo que ele queria fazer coisas comigo, mas eu sempre levei na brincadeira. Quando descobri, eu assustei bastante”, alega a menina.

FONTE: Informações | G1

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