A Polícia Civil de Nova Aliança abriu um inquérito para apurar uma denúncia de possíveis maus-tratos e negligência contra uma menina de quase quatro anos. A investigação começou no final de janeiro, após o Conselho Tutelar encaminhar relatórios feitos por uma escola municipal. Segundo os registros escolares, a criança apresentava sinais de agitação durante o sono e condições de higiene inadequadas, o que levou a equipe pedagógica a registrar imagens e acionar os órgãos de proteção. Entre os relatos que motivaram a ação estão comportamentos de sofrimento da menor e atitudes do padrasto que causaram preocupação aos educadores.
Diante da gravidade das suspeitas, as autoridades solicitaram exames periciais, como o de corpo de delito e sexológico, além de acompanhamento psicológico para a criança. O caso corre sob segredo de justiça para garantir a proteção da menor e permitir que a polícia trabalhe na verificação das informações. O Conselho Tutelar informou que já acompanhava a família há cerca de dois anos devido a comunicações anteriores sobre a rotina de cuidados com os filhos, tendo orientado a mãe em ocasiões passadas.
Por outro lado, a família nega veementemente todas as acusações e afirma estar vivendo um momento de profunda injustiça. Em contato com a imprensa, a mãe da menina defendeu o companheiro, afirmando que ele cuida das enteadas com carinho e que os relatos de embriaguez ou condutas inadequadas não são verdadeiros. Ela também contestou informações sobre o envolvimento de um filho adolescente na rotina escolar da irmã, reforçando que o jovem trabalha e não participa dessas atividades. Segundo a mãe, as acusações são infundadas e têm causado um grande sofrimento emocional a todos os familiares.
A Secretaria de Educação de Nova Aliança declarou que não pode comentar os detalhes do ocorrido justamente devido ao sigilo do processo judicial. Enquanto os exames periciais e os depoimentos são analisados, a Polícia Civil busca esclarecer se houve crime ou se as suspeitas levantadas pela instituição de ensino podem ser descartadas. O desfecho do caso depende agora dos resultados laboratoriais e das avaliações psicossociais que estão sendo realizadas com a criança e seu núcleo familiar. Foto: Gazeta do Interior












