qua, 12 de agosto de 2026

Polícia Civil de Votuporanga desarticula golpe milionário com suplementos e recupera R$ 1 milhão em produtos

A Polícia Civil de Votuporanga deflagrou, na manhã desta terça-feira (11/11), a Operação Cyberconnect, que desvendou um sofisticado esquema de estelionato envolvendo a compra fraudulenta de suplementos alimentares da marca Strong, produzidos por uma indústria sediada em Votuporanga. A ação — coordenada pelo delegado Dr. Thiago Silva Pereira, titular do Núcleo de Polícia Judiciária dos 1º e 3º DPs — resultou na apreensão de aproximadamente R$ 1 milhão em mercadorias.

A operação teve origem em Votuporanga e contou com apoio de equipes locais, que iniciaram as investigações e acompanharam todo o trabalho até o cumprimento de mandados em outras cidades. Vídeos e fotos da operação exibem o selo da Polícia Civil paulista, com destaque para a atuação das equipes votuporanguenses.

Esquema e valores envolvidos

Segundo a investigação, o principal suspeito, D. S. M. D., de 34 anos, teria utilizado empresas de fachada para adquirir grandes quantidades de suplementos da fabricante P. L. I. de S. A. (marca Strong) com documentos e informações aparentemente falsos.

O golpe começou em junho deste ano, quando o investigado procurou pessoalmente a empresa em Votuporanga e realizou um primeiro pedido de R$ 520 mil, efetuando apenas pagamentos parciais de cerca de R$ 173 mil. Já em setembro, mesmo sem quitar o montante restante, ele conseguiu um segundo carregamento de R$ 638 mil — que não foi pago.

A empresa descobriu que as mercadorias estavam sendo revendidas em estabelecimentos comerciais e academias em Vitória da Conquista (BA) e Itaquaquecetuba (SP). Na Bahia, clientes que buscavam os produtos diretamente com a indústria eram direcionados ao investigado, que fazia a venda como se fosse representante oficial.

De acordo frustrado a bloqueio nas redes

Após o calote, uma advogada que representava o investigado chegou a propor um acordo extrajudicial, aceito pela fabricante. No entanto, nenhum pagamento foi realizado. O acusado, posteriormente, bloqueou representantes da empresa nas redes sociais e chegou a admitir que não honraria o compromisso por “não dispor de recursos”.

Suspeita de associação criminosa

O delegado Dr. Thiago Silva Pereira destaca que a operação identificou indícios de associação criminosa, dado o uso de diferentes empresas, pessoas envolvidas e estratégias para simular legalidade na negociação.

“O modus operandi foi reiterado e estruturado, com emprego de pessoas jurídicas distintas e atuação coordenada para obtenção de vantagem ilícita”, afirmou o delegado.

A Justiça autorizou mandados de busca e apreensão nas duas cidades envolvidas. O juiz Armando Gossn Costantini, da Vara Regional das Garantias da 8ª RAJ (São José do Rio Preto), destacou em sua decisão que os elementos apontam para ação dolosa com intuito claro de obter vantagem indevida.

Material será devolvido à empresa

As mercadorias apreendidas — avaliadas em R$ 985.694,00 — serão devolvidas à indústria votuporanguense. A polícia segue investigando o caso para identificar outras pessoas envolvidas e esclarecer a participação de empresas utilizadas no esquema.

Investigação começou em Votuporanga

A Polícia Civil reforça que a operação foi idealizada e conduzida a partir de Votuporanga, onde o crime foi identificado, denunciado e investigado. Policiais da cidade participaram diretamente do cumprimento dos mandados e coleta de provas nas demais localidades.

As imagens e vídeos obtidos durante a operação mostram agentes da Polícia Civil paulista e evidenciam o trabalho conjunto das equipes comandadas pelo delegado votuporanguense.

Próximos passos

Os envolvidos devem responder por estelionato e associação criminosa. A Polícia Civil orienta empresas e comerciantes a reforçarem verificações em operações de alto valor, especialmente com novos compradores, como forma de prevenção a fraudes desse tipo.

Reportagem: VotuNews

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