ter, 22 de setembro de 2026

Polícia Civil de Birigui investiga tragédia com criança de 1 ano e 8 meses; motorista e supervisão do pai estão sob apuração

Menino morreu atropelado no último sábado (19); em coletiva, delegado detalhou depoimentos, perícias no veículo e análise de imagens de depósito de bebidas,

A Polícia Civil de Birigui segue trabalhando para esclarecer todos os detalhes da tragédia que tirou a vida de um menino de apenas 1 ano e 8 meses, atropelado no último sábado (19). Em entrevista coletiva, o delegado responsável pelas investigações, Ícaro de Oliveira Borges, explicou quais os caminhos da apuração e o que foi colhido até o momento.

Nesta fase do inquérito, dois pontos principais estão sob análise: a suspeita de que o motorista envolvido possa ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir e uma possível omissão no dever de cuidado por parte do pai da criança.

Até o momento, ninguém foi indiciado.

Polícia checa se motorista ingeriu álcool em depósito de bebidas

Segundo o que a polícia apurou, o motorista encontrou um amigo — que também conhece o pai da criança — por volta das 15h de sábado, em um depósito de bebidas.

Em depoimento prestado nessa segunda-feira (21), após se apresentar espontaneamente no domingo (20), o motorista negou ter consumido álcool ou drogas. Já o passageiro confirmou aos investigadores que bebeu cerveja no local.

Para tirar a prova limpa, os investigadores realizaram diligências no estabelecimento para analisar imagens de câmeras de segurança, além de recolher notas fiscais e comprovantes de pagamento. O veículo envolvido no atropelamento passará por perícia do Instituto de Criminalística.

Motorista alega que pensou ter passado por cima de uma pedra

De acordo com a reconstituição preliminar dos fatos:

O carro parou ao lado de outro veículo estacionado na rua, ficando parcialmente na contramão.

Enquanto o pai da criança conversava com o passageiro do carro, o menino saiu sozinho de casa, passou pelo espaço entre os veículos e ficou à frente do automóvel.

O motorista acelerou e atingiu a criança.

Tanto o condutor quanto o passageiro afirmaram que sentiram um impacto ou desnível, mas imaginaram ter passado por cima de uma pedra ou buraco no asfalto, seguindo viagem normalmente.

A polícia chegou a suspeitar de fuga intencional, mas imagens de segurança analisadas preliminarmente mostram que o carro não aumentou a velocidade após o impacto, o que reforça a versão de que o motorista realmente não percebeu o atropelamento. O passageiro relatou que tentou voltar ao local mais tarde, mas se afastou após ser ameaçado por populares.

Supervisão do pai também será analisada pela investigação

A Polícia Civil também vai apurar se houve omissão penalmente relevante do pai na supervisão do filho. No momento do acidente, o pai estaria atrás de um dos carros estacionados quando o garoto entrou na trajetória do veículo.

O delegado ressaltou que os pais serão ouvidos formalmente nos próximos dias, respeitando o período de luto da família. A Polícia Civil reforça que a abertura dessa linha de apuração não significa culpa automática do pai; a existência de crime dependerá da análise de todas as provas.

O caso foi registrado e segue investigado, inicialmente, como homicídio culposo na direção de veículo automotor — quando não há intenção de matar. Redação Pô!News

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