Menino morreu atropelado no último sábado (19); em coletiva, delegado detalhou depoimentos, perícias no veículo e análise de imagens de depósito de bebidas,
A Polícia Civil de Birigui segue trabalhando para esclarecer todos os detalhes da tragédia que tirou a vida de um menino de apenas 1 ano e 8 meses, atropelado no último sábado (19). Em entrevista coletiva, o delegado responsável pelas investigações, Ícaro de Oliveira Borges, explicou quais os caminhos da apuração e o que foi colhido até o momento.
Nesta fase do inquérito, dois pontos principais estão sob análise: a suspeita de que o motorista envolvido possa ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir e uma possível omissão no dever de cuidado por parte do pai da criança.
Até o momento, ninguém foi indiciado.
Polícia checa se motorista ingeriu álcool em depósito de bebidas
Segundo o que a polícia apurou, o motorista encontrou um amigo — que também conhece o pai da criança — por volta das 15h de sábado, em um depósito de bebidas.
Em depoimento prestado nessa segunda-feira (21), após se apresentar espontaneamente no domingo (20), o motorista negou ter consumido álcool ou drogas. Já o passageiro confirmou aos investigadores que bebeu cerveja no local.
Para tirar a prova limpa, os investigadores realizaram diligências no estabelecimento para analisar imagens de câmeras de segurança, além de recolher notas fiscais e comprovantes de pagamento. O veículo envolvido no atropelamento passará por perícia do Instituto de Criminalística.
Motorista alega que pensou ter passado por cima de uma pedra
De acordo com a reconstituição preliminar dos fatos:
O carro parou ao lado de outro veículo estacionado na rua, ficando parcialmente na contramão.
Enquanto o pai da criança conversava com o passageiro do carro, o menino saiu sozinho de casa, passou pelo espaço entre os veículos e ficou à frente do automóvel.
O motorista acelerou e atingiu a criança.
Tanto o condutor quanto o passageiro afirmaram que sentiram um impacto ou desnível, mas imaginaram ter passado por cima de uma pedra ou buraco no asfalto, seguindo viagem normalmente.
A polícia chegou a suspeitar de fuga intencional, mas imagens de segurança analisadas preliminarmente mostram que o carro não aumentou a velocidade após o impacto, o que reforça a versão de que o motorista realmente não percebeu o atropelamento. O passageiro relatou que tentou voltar ao local mais tarde, mas se afastou após ser ameaçado por populares.
Supervisão do pai também será analisada pela investigação
A Polícia Civil também vai apurar se houve omissão penalmente relevante do pai na supervisão do filho. No momento do acidente, o pai estaria atrás de um dos carros estacionados quando o garoto entrou na trajetória do veículo.
O delegado ressaltou que os pais serão ouvidos formalmente nos próximos dias, respeitando o período de luto da família. A Polícia Civil reforça que a abertura dessa linha de apuração não significa culpa automática do pai; a existência de crime dependerá da análise de todas as provas.
O caso foi registrado e segue investigado, inicialmente, como homicídio culposo na direção de veículo automotor — quando não há intenção de matar. Redação Pô!News













