Otorrinolaringologista explica sobre zumbido no ouvido

Dr. Marcelo Benez destacou as causas e o tratamento; problema afeta 280 milhões de pessoas no mundo.

Popularmente conhecido como zumbido, o tinnitus ou acúfeno é semelhante ao som de apito, cachoeira ou mesmo de uma cigarra e chega a incomodar 28 milhões de brasileiros de diferentes idades. É provável que, em algum momento da sua vida, você ouça esse famoso barulhinho.

O som, por si só, não é uma doença, mas pode representar um sinal de que algo não vai bem com a saúde auditiva. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que o problema afeta 280 milhões de pessoas no mundo.

O SanSaúde aproveitou o Dia do Otorrinolaringologista, celebrado nesta terça-feira (3/3), para explicar mais sobre o tema. “É um som percebido nos ouvidos ou na cabeça, principalmente no silêncio. Raramente aparece sozinho. Muitas vezes vem junto com perda auditiva, tontura ou vertigem, intolerância a sons (misofonia e hiperacusia), insônia, falta de concentração, depressão ou ansiedade, prejudicando a qualidade de vida”, contou.

Ele ressaltou que pode ser oriundo de várias alterações como: na via auditiva (excesso de ruído, medicações tóxicas, envelhecimento natural); no metabolismo (jejum, doces, cafeína, glúten, lactose, gorduras e deficiência de vitaminas); hormonais (hipotireoidismo, menopausa, andropausa); cardiovasculares; doenças neurológicas; distúrbios psiquiátricos ou psicológicos; odontológicas e/ou musculares da região de cabeça e pescoço.

Dr. Marcelo disse ainda que o zumbido pode ocorrer em qualquer faixa etária. “Entretanto, é mais predominante entre os 40 e 80 anos”, falou.

Diagnóstico

Ele explicou que, muitas vezes, o diagnóstico é feito por exclusão de doenças. “Fazemos a audiometria, teste que mede a capacidade auditiva e o exame de sangue para investigar possíveis fatores ligados ao zumbido”, afirmou.

Tratamento

O profissional ressaltou que não existe fórmula mágica. “As opções de tratamento devem ser personalizadas, ou seja, direcionadas às causas identificadas na investigação. Podem ser usados: mudanças alimentares, medicamentos, terapias sonoras, adaptação de aparelhos auditivos, fisioterapia/quiropraxia/osteopatia, psicoterapia”, finalizou.

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