Uma grande ação de fiscalização contra a alcoolemia promovida pelo Detran-SP mobilizou equipes em Fernandópolis entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. A ofensiva, criada para coibir a mistura perigosa de álcool e direção, realizou a abordagem de 1.029 veículos na cidade. O balanço final apontou três motoristas que se recusaram a passar pelo teste do bafômetro e outros cinco autuados diretamente por conduzirem sob efeito de bebida alcoólica.
A legislação brasileira classifica tanto a recusa ao teste quanto a constatação de até 0,33 miligramas de álcool por litro de ar como infrações de natureza gravíssima. Os infratores são punidos com multa de R$ 2.934,70 e a instauração de processo para a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Em situações em que ocorre reincidência no período de 12 meses, a cobrança dobra, alcançando R$ 5.869,40, podendo o condutor reincidente ter o direito de dirigir cassado por até dois anos. Nos casos mais graves, quando a dosagem ultrapassa 0,34 mg/l de ar, a conduta passa a ser configurada como crime de trânsito, o que pode render até três anos de detenção além das sanções administrativas.
A blitz realizada em Fernandópolis integrou uma megamassa de fiscalizações que percorreu 34 municípios paulistas simultaneamente, incluindo São José do Rio Preto, Franca, Ribeirão Preto e a capital. No total do estado, os agentes abordaram 21.609 motoristas e registraram 333 infrações ligadas à Lei Seca, das quais a grande maioria foi referente a motoristas que se negaram a fazer o exame do etilômetro.












