O desaparecimento de Rodrigo Feitosa de Souza, de 44 anos, ganhou novos e intrigantes detalhes após relatos de seus familiares e do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Votuporanga. Morador de Américo de Campos, Rodrigo foi visto pela última vez na sexta-feira, quando utilizou o transporte municipal de saúde para ir até a cidade vizinha. No entanto, a família revelou que não foi avisada sobre o deslocamento e que o pedreiro não possuía nenhum atendimento médico marcado para aquela data, sendo que sua última passagem oficial pela unidade ocorreu em novembro de 2025.
Em entrevista à TV TEM, a cunhada de Rodrigo, Elaine Ferreira de Souza, expressou profunda preocupação devido ao estado de saúde delicado do familiar. Segundo ela, o homem sofreu um traumatismo craniano em um acidente de moto há um ano e, desde então, convive com um coágulo na cabeça, o que lhe provoca fortes dores, esquecimento e crises convulsivas frequentes. Por essa razão, a família mantinha uma vigilância constante e não permitia que ele saísse desacompanhado para consultas ou exames, temendo que ele passasse mal ou ficasse confuso durante o trajeto.
Uma pista importante surgiu através do contato de uma funcionária do AME com os parentes. Segundo o relato, Rodrigo esteve no prédio e chegou a pedir auxílio para conectar seu celular à rede Wi-Fi da instituição. Na ocasião, ele teria sido informado de que não havia agendamentos em seu nome. Após a conexão do aparelho, ele foi visto sentado no chão, na entrada do ambulatório, onde retirou os chinelos e permaneceu mexendo no telefone por algum tempo antes de desaparecer sem deixar rastros.
O caso foi registrado como desaparecimento de pessoa no Plantão Policial de Votuporanga e segue sob investigação. O AME manifestou solidariedade à família e afirmou que está à disposição das autoridades de segurança para colaborar com as buscas. Enquanto isso, os parentes continuam percorrendo a região em busca de qualquer informação que leve ao paradeiro de Rodrigo, descrevendo o momento como de extrema angústia, já que o pedreiro nunca apresentou comportamento semelhante anteriormente. Região Noroeste:












