Baixa umidade aumenta os riscos à saúde e deixa a região em condição crítica para ocorrência de queimadas.
Municípios do noroeste paulista enfrentam uma combinação de calor intenso e baixos índices de umidade relativa do ar. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro) apontam condições críticas em diferentes cidades da região.
Jales e Santa Fé do Sul registraram umidade próxima de 23%, enquanto Votuporanga, Paulo de Faria e São José do Rio Preto tiveram índices inferiores a 30%.
O cenário é provocado pela presença de uma massa de ar quente e seco associada a um bloqueio atmosférico, que dificulta a formação de chuvas e a passagem de frentes frias. Com isso, as temperaturas podem ficar até 7°C acima da média para o período.
A previsão indica que o calor e o tempo seco devem continuar pelo menos até a metade da próxima semana, afetando principalmente as regiões de São José do Rio Preto e Presidente Prudente.
Cuidados
A baixa umidade, principalmente quando permanece por vários dias, pode provocar ressecamento e irritação das vias respiratórias, olhos e nariz, além de aumentar o risco de desidratação. Pessoas com doenças respiratórias também podem sentir uma piora dos sintomas.
A recomendação é aumentar a ingestão de água, evitar atividades físicas ao ar livre nos horários de maior calor e utilizar proteção contra o sol. Crianças e idosos exigem atenção especial durante o período.
Risco de queimadas
A combinação entre calor, falta de chuva e vegetação ressecada também aumenta significativamente o risco de incêndios.
A orientação das autoridades é não colocar fogo em lixo, terrenos ou áreas de vegetação e não jogar cigarros às margens de rodovias.
Em caso de incêndio ou outra emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193. A Defesa Civil atende pelo 199.













