qua, 12 de agosto de 2026

Namorado confessa ter matado estudante trans da Unesp, escondido corpo e destruído celular da vítima, diz polícia

Carmen de Oliveira Alves, de 26 anos, desapareceu em Ilha Solteira (SP), no dia 12 de julho. Polícia trata o caso como feminicídio. Marcos Yuri Amorim, namorado da jovem, é um dos suspeitos. O segundo suspeito, conforme a polícia, é o amante dele, o policial militar ambiental da reserva Roberto Carlos de Oliveira.

O delegado Miguel Rocha, responsável pelo caso de desaparecimento da estudante trans Carmen de Oliveira Alves, de 26 anos, de Ilha Solteira (SP), informou à TV TEM que um dos suspeitos do caso confessou ter matado a estudante, escondido o corpo e destruído o celular dela. A vítima desapareceu no dia 12 de junho.

Miguel Rocha disse que ouviu novamente os suspeitos envolvidos no caso e que um deles afirmou que Carmen está morta, que o corpo dela foi escondido e que eles teriam destruído o telefone dela. Com base nessas informações, eles encontraram alguns pedaço desse possível aparelho dela, e os restos foram enviados para a perícia técnica para confirmação se é o mesmo da vítima.

Ainda segundo o delegado, outros objetos que podem ter envolvimento no crime foram apreendidos e enviados para a perícia e exames de DNA serão feitos. O delegado informou que deve ser pedida uma prorrogação da prisão temporária dos suspeitos na primeira semana de agosto.

Cronologia dos fatos

Conforme a mãe de Carmen relatou à polícia, um dia antes do sumiço, em 11 de junho, por volta das 23h, a jovem saiu de casa com uma bicicleta elétrica de cor preta. A bicicleta dela não foi localizada. Familiares ainda afirmaram que Carmen nunca havia desaparecido antes.

Após o ocorrido, parentes e amigos auxiliaram os policiais nas buscas e fizeram várias manifestações pedindo respostas para o caso. Entre os locais vasculhados estava a região próxima ao rio da cidade, onde o sinal do celular de Carmen foi captado pela última vez.

Também foram feitas buscas em uma área de mata próxima à universidade, onde foram encontradas marcas de pneus compatíveis com os da bicicleta elétrica que ela usava no momento do desaparecimento.

Segundo o boletim de ocorrência, a estudante estava na Universidade Estadual Paulista (Unesp), onde fez uma prova do curso, antes de desaparecer. Ela foi vista pela última vez perto de um ginásio.

Suspeitos localizados e presos

Dois dias antes de completar um mês do desaparecimento da jovem, depois de buscas e protestos, a polícia prendeu os suspeitos. De acordo com o delegado, o envolvimento afetivo e financeiro entre os dois se revelou parte da dinâmica.

Conforme a investigação, o último lugar onde ela esteve foi a casa do namorado, Marcos Yuri, em um assentamento. Os policiais verificaram que Roberto Carlos, por sua vez, atuou como comparsa de Yuri, já que também tinha um relacionamento com ele.

O delegado responsável pela investigação, Miguel Rocha, pediu à Justiça a quebra de sigilo telefônico dos suspeitos e teve acesso a informações que indicam que Carmen não saiu de Ilha Solteira. Imagens de câmera de segurança também mostram que ela entrou na residência do namorado, mas não saiu do local.

No dia 10 de julho, a polícia cumpriu os mandados de prisão temporária, de 30 dias, contra Marcos Yuri e Roberto Carlos, que atuava como policial militar ambiental da reserva na cidade. A partir daí, o delegado deixou de tratar o caso como desaparecimento de pessoa e passou a classificá-lo como feminicídio.

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