Antes da descida entre Valentim Gentil (SP) e Meridiano (SP), foram soltos cerca de 40 mil alevinos de espécies nativas, como o dourado, que dá nome ao rio.
Dezenas de voluntários participaram de um mutirão para limpar e repovoar o Rio São José dos Dourados, entre Valentim Gentil (SP) e Meridiano (SP), no início do mês de fevereiro.
A concentração ocorreu na sede da ONG SOS Rio São José dos Dourados, no dia 7. De lá, os participantes seguiram até a prainha de Valentim Gentil, ponto de partida dos caiaques e barcos.
Antes da descida, foram soltos cerca de 40 mil alevinos de espécies nativas, como o dourado, que dá nome ao rio.

“Repovoar o nosso Rio São José dos Dourados. Tenho certeza que esse rio é abençoado. Ele nasce em Mirassol, deságua em Suzanápolis, percorre mais de 336 km, e não podemos deixar acabar uma natureza tão bela, que é de todos nós”, disse Cleomar Faria Gonçalves, presidente da ONG.
No ano passado, milhares de peixes foram encontrados mortos em um trecho do rio, entre Meridiano e Pontalinda. Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a causa foi um vazamento em uma tubulação de uma usina de açúcar e álcool da região.
A iniciativa renova a esperança de repovoamento do rio. O evento faz parte da tradicional descida do Rio São José dos Dourados, que chega ao nono ano. As embarcações percorreram cerca de 14 km até a região do Golfo, em Meridiano.
Pelo caminho, os voluntários encontraram mata nativa, corredeiras e até um filhote de sucuri de aproximadamente dois metros descansando às margens.
Lixo chama atenção
Apesar da paisagem preservada, o lixo nas margens chamou atenção. A limpeza também fez parte da missão das mais de 100 pessoas que participaram da descida.
“Durante o percurso, aproveitamos para recolher o entulho deixado por pescadores e turistas. São cerca de 40 a 50 barcos envolvidos, todos colaborando. É uma atitude importante para a natureza e para o Rio São José”, disse o voluntário Renato Narvaes.
“Estamos preservando o Rio São José, repovoando com peixes e envolvendo famílias na ação. É gratificante cuidar para que o rio não morra”, completou Neto Cardoso, outro participante do mutirão. G1












