Uma moradora de Jales procurou o 1º Distrito Policial da cidade para relatar uma sequência de violências físicas e psicológicas que teria sofrido de seu ex-companheiro. O caso, que agora está sob investigação da Polícia Civil, detalha um histórico de abusos que inclui lesões corporais, cárcere privado emocional e até a invasão de dispositivos eletrônicos. Segundo o registro policial, a vítima já havia tentado denunciar o agressor anteriormente, mas desistiu da queixa ao descobrir uma gravidez e acreditar em promessas de que o comportamento do homem mudaria.
Entre os episódios mais graves narrados à polícia, a mulher descreveu uma situação em que o suspeito, aparentemente embriagado, quebrou a porta de vidro da residência. Os estilhaços causaram um ferimento profundo no punho da vítima, que precisou de imobilização médica. No dia seguinte ao ataque, o homem teria confiscado as chaves da casa e do automóvel, impedindo-a de comparecer ao trabalho, o que resultou na perda de seu emprego. Abalada emocionalmente, a denunciante relatou ter desenvolvido depressão e perdido dez quilos em decorrência do trauma.
Mesmo após a separação, as agressões não cessaram. De acordo com o depoimento, o ex-companheiro teria invadido a casa da vítima durante a madrugada, arrombando a porta do quarto onde ela descansava com os filhos para pressioná-la a reatar o namoro. Em outra ocasião, ele teria utilizado o desbloqueio facial do celular da mulher enquanto ela estava vulnerável para acessar mensagens privadas, permanecendo com o aparelho por dois dias.
Diante da gravidade dos fatos, o caso foi registrado como violência doméstica, perseguição e invasão de dispositivo informático. A Polícia Civil já encaminhou ao Judiciário o pedido de medidas protetivas de urgência para garantir a segurança da mulher e de sua família. Vale lembrar que a violência contra a mulher é crime e denúncias podem ser feitas anonimamente pelo telefone 180, um serviço gratuito que funciona em todo o país.












