qua, 12 de agosto de 2026

MP e Polícia Civil concluem que apenas um homem matou os irmãos Sato em Votuporanga

O Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo concluíram as investigações sobre o latrocínio que vitimou os irmãos Roberto Massao Sato, de 70 anos, e Gilberto Teruo Sato, de 72, ocorrido no início de julho no bairro São Judas Tadeu, em Votuporanga. O delegado responsável chegou à conclusão de que apenas uma pessoa cometeu o crime, e o promotor concordou com essa avaliação. Após a análise do inquérito policial conduzido pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o MP ofereceu denúncia contra um único acusado, apontando que não há provas do envolvimento de outras pessoas no crime.

De acordo com a denúncia, o réu — preso em flagrante horas após a descoberta dos corpos dentro da residência — foi identificado como o autor das agressões que resultaram na morte dos dois idosos e do roubo de bens, incluindo o veículo da família. Ele foi localizado em posse do Toyota Corolla das vítimas e de quantia em dinheiro subtraída na ação criminosa. A conclusão do MP é de que o acusado agiu sozinho, afastando a tese inicial de participação de um segundo suspeito.

Prisão e investigação

O caso teve grande repercussão desde a manhã de 7 de julho, quando os corpos dos irmãos foram encontrados na residência em que viviam. As vítimas apresentavam ferimentos graves na região da cabeça, possivelmente causados por golpes de objeto contundente, em um crime classificado como de extrema violência.

No mesmo dia, policiais do 9º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) localizaram o veículo das vítimas na rua Antônio Sá, em Votuporanga, e prenderam o primeiro suspeito, vizinho das vítimas, conduzindo o carro. Com ele, havia também dinheiro e outros pertences.

No dia seguinte, 8 de julho, a DIG prendeu um segundo investigado, de 37 anos, no bairro Vila Carvalho. Ele foi apontado pelo primeiro preso como suposto coautor das mortes, e a Justiça decretou sua prisão preventiva para aprofundar as apurações. No entanto, ao longo da investigação, diligências da Polícia Civil revelaram que o segundo suspeito estava em outro local no horário do crime, com provas documentais e imagens de câmeras de segurança confirmando sua versão. Diante disso, a Justiça revogou sua prisão preventiva em 24 de julho, substituindo-a por medidas cautelares.

Conclusão do MP

Com base nas provas reunidas — incluindo laudos, imagens, testemunhos e apreensões —, o Ministério Público denunciou apenas o primeiro preso pelo crime de latrocínio (art. 157, §3º, inciso II, do Código Penal), entendendo que todas as evidências apontam para a atuação isolada do acusado.

O processo segue agora para a fase judicial, onde o réu responderá perante a Vara do Júri. Caso seja condenado, a pena pode ultrapassar 30 anos de reclusão.

O crime, que chocou Votuporanga pela brutalidade e pelas circunstâncias, permanece como um marco trágico na cidade, e a comunidade aguarda o desfecho do julgamento.

Compartilhe!

    Relacionados