Ministério Público denuncia 5 por organização especializada em furtos de Hilux

O promotor de Justiça, Sérgio Acayaba de Toledo, denunciou cinco homens por integrarem organização criminosa especializada em furto e adulteração de caminhonetes Hilux. Pelo menos seis ações estão relacionadas ao bando, que agia principalmente nos estado de Minas Gerais e São Paulo.

O mentor do grupo, Orlando Guerreiro Neto, foi preso em flagrante no dia 3 de agosto, na casa onde mora, localizada no bairro Mançor Daud. No imóvel, policiais civis apreenderam uma caminhonete furtada, que já estava remarcada e descaracterizada.

Além dele, o filho, Patrick Rodrigo Guerreiro (suspeito de vender as caminhonetes adulteradas) e Guilherme Henrique Alves (indicado como um dos furtadores) estão presos preventivamente. Outros dois integrantes estão foragidos.

A investigação, realizada pelo delegado Ricardo Afonso Rodrigues, da DIG, aponta que os cinco são membros de uma organização criminosa armada, a qual era comandada e financiada por Orlando. Segundo a Polícia Civil, ele fornecia dinheiro e veículo para o deslocamento dos “funcionários” Guilherme Alves e Pedro Dias Bernardes, autores diretos dos furtos.

Inclusive, a dupla já tinha sido presa em fevereiro, na cidade de Votuporanga, justamente pelo furto de uma Hilux.

Antes de sair para cometer os crimes, Orlando orientava a dupla quanto às características que a caminhonete deveria ter. Isso porque ele conseguia dados de veículos recuperados de furto ou roubo (os quais são comercializados em leilão) ou adquiria caminhonetes batidas e transferia os dados de chassis e placas para a Hilux furtada.

A quadrilha também copiava informações de caminhonetes da mesma cor e modelo, transformando o veículo furtado em dublê.

Pelo menos quatro furtos foram registrados na cidade mineira de Uberlândia nos dias 2 e 19 de junho, e 2 e 25 de julho.

Os criminosos conseguiam ligar os veículos utilizando um módulo de injeção que aciona o motor de qualquer caminhonete Toyota Hilux.

Para se certificarem de que a pick-up não era rastreada, após o furto, o veículo era deixado em local ermo por até dois dias. Depois da “quarentena”, as placas eram trocadas para não serem detectadas por radares inteligentes. Só então a dupla retornava para Rio Preto com o produto do crime.

Já na cidade, os veículos eram levados para dois endereços: a casa de Orlando, ou uma chácara no Jockey Clube, cujo aluguel está em nome de Vitor Oliveira de Morais. Ele seria o responsável pela guarda das ferramentas utilizadas na adulteração das caminhonetes.

Para a Polícia Civil, embora cada integrante tivesse um papel específico na organização criminosa, todos participavam do processo de descaracterização dos veículos.

Durante os trabalhos, investigadores apuraram que pai e filho venderam uma Hilux dublê para um homem, sem que ele soubesse das ilegalidades. Quando o comprador descobriu, ele tentou desfazer o negócio e exigiu o dinheiro de volta, mas foi ameaçado por Orlando e Patrick que estariam, cada qual, com uma arma. Mesmo coagida, a vítima denunciou o caso no 4º Distrito Policial. A Hilux em questão tinha registro de furto datado em 21 de fevereiro.

Na casa de Orlando os policiais apreenderam ferramentas diversas, um bloqueador de rastreador, um par de placas do Mercosul e o módulo de injeção utilizado para a prática dos furtos.

Os bens apreendidos foram avaliados em R$ 305 mil.

Após a prisão em flagrante do homem, o delegado Rodrigues, que investigava a quadrilha desde julho, pediu a prisão preventiva dos outros quatro integrantes.

Patrick e Guilherme foram presos no último domingo, 5, em um rancho de Frutal, Minas Gerais.

Pedro e Vitor estão foragidos.

Os cinco foram denunciados por organização criminosa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

A denúncia já foi recebida pela juíza da 1ª Vara Criminal, Luciana Cassiano Cochito.

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