A mãe de um estudante de 13 anos cobra punição aos responsáveis após o filho sofrer uma grave hemorragia cerebral provocada por uma agressão com uma pá, ocorrida dentro de uma escola estadual cívico-militar em Birigui. O ataque ocorreu no dia 29 de julho, mas os sintomas graves só se manifestaram dois dias depois, quando o garoto começou a sentir fortes dores de cabeça, tontura e confusão mental, precisando ser socorrido às pressas.
A enfermeira Juliana Alves, mãe do jovem, relata que não recebeu nenhum comunicado por parte da instituição sobre o episódio e que o garoto retornou para casa normalmente no dia do ocorrido. Com o agravamento do estado de saúde, o paciente foi transferido para a Santa Casa de Araçatuba, onde exames de tomografia confirmaram o sangramento intracraniano. O quadro clínico sofreu complicações na madrugada de quarta-feira, dia 5 de agosto, exigindo a internação do menor na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neurológica, onde ele segue consciente, estável e respirando sem ajuda de aparelhos.
A Polícia Civil instaurou um procedimento para apurar o ato infracional e apreendeu o objeto utilizado na agressão para perícia. Os investigadores do 1º Distrito Policial de Birigui começaram a ouvir testemunhas, incluindo o pai do garoto, a professora e membros da equipe gestora da escola, além de solicitar laudos do Instituto Médico Legal e prontuários médicos. Em nota, a Secretaria Estadual de Educação lamentou o caso, afirmou repudiar qualquer tipo de violência e informou que reuniu as famílias para mediação, enquanto a mãe reforça o apelo para que a apuração evite novas ocorrências e garanta a segurança dos estudantes.












