qua, 12 de agosto de 2026

Justiça solta segundo suspeito do latrocínio dos irmãos Sato em Votuporanga por falta de provas

Foi colocado em liberdade nesta quinta-feira (24) o homem de 37 anos preso no dia 8 de julho sob suspeita de envolvimento no latrocínio dos irmãos Roberto e Gilberto Massao Sato, ocorrido no bairro São Judas Tadeu, em Votuporanga. A Justiça revogou a prisão preventiva após a conclusão do inquérito policial não encontrar elementos suficientes que comprovassem sua participação no crime.

Na decisão, a juíza Maria Letícia Pozzi Buassi destacou que não há provas objetivas que sustentem a acusação contra o investigado. A única menção ao seu suposto envolvimento surgiu da confissão do primeiro preso, detido em flagrante com o carro das vítimas. Contudo, imagens de câmeras de segurança e outros documentos demonstraram que o suspeito estava em outro local, tratando de assuntos pessoais, no momento em que o crime foi cometido.

Ainda durante o inquérito, a companheira do primeiro suspeito também relatou que ele estaria sozinho após o latrocínio. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), apontou que a versão do segundo investigado era compatível com os dados apurados e que não houve confirmação de que ele estivesse no local do crime ou tenha participado da ação criminosa.

Com isso, a Justiça substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, como comparecimento obrigatório em juízo, proibição de manter contato com os demais investigados e manutenção de endereço atualizado.

O homem havia sido preso pela DIG no bairro Vila Carvalho, mas reside no Jardim Bom Clima. Ele possui passagens anteriores por tráfico de drogas, mas sempre negou qualquer envolvimento com o latrocínio. O crime, que chocou Votuporanga pela brutalidade, segue sendo investigado.

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