Estudante José Pedro da Silva, de Mirassol (SP), recebeu medula óssea de prima Gabriela Pedro. Em agosto de 2025, ele foi diagnosticado com leucemia.
Há um ano, um jovem de Mirassol, no interior de São Paulo, recebia uma das piores notícias de sua vida: o diagnóstico de leucemia.
Após a realização de alguns exames, o estudante José Pedro da Silva, de 17 anos, foi informado pelos médicos de que a única alternativa para salvar sua vida era o transplante de medula óssea.
Não havia tratamento que pudesse conter ou eliminar a doença. Uma das opções era aguardar por um doador compatível na fila de espera por meio do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).
No Brasil, as chances de compatibilidade entre o paciente e uma pessoa que não tem grau de parentesco podem chegar a uma a cada 100 mil.
“No começo, foi muito difícil. Ninguém espera receber um diagnóstico desse. O médico já tinha deixado claro, antes de começar qualquer tratamento, que eu precisava do transplante”, revelou o estudante.
Antes de ingressar no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme), José Pedro descobriu que as chances de se manter vivo estavam mais próximas do que poderia imaginar.
Os exames identificaram que havia cerca de 50% de compatibilidade entre o jovem e sua prima, a analista de transportes Gabriela Pedro, de 26 anos. O procedimento foi realizado em 29 de abril deste ano no Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP).
“Fiquei muito feliz e agradecido por ela [prima] ter me ajudado. Ela me deu uma segunda chance de viver, e fiquei muito feliz por ter me ajudado”, conta.
Cerca de um mês após o procedimento, José Pedro voltou para casa e iniciou uma nova fase do tratamento. Segundo ele, os cuidados como evitar locais com grande aglomeração de pessoas e usar máscara são fundamentais neste momento.
“O transplante foi tranquilo, inclusive muito parecido com uma transfusão de sangue. Hoje, estou bem, graças a Deus. Não tenho saído de casa para evitar contato desnecessário com as pessoas, além de tomar as medicações no horário correto”, finaliza o jovem.
Recentemente, o estudante agradeceu as orações e o apoio que recebeu das pessoas por meio das redes sociais.
Como ser um doador
Para se tornar um doador de medula óssea, é preciso ir a um Hemocentro, fazer o cadastro pelo Redome e seguir alguns requisitos. Veja abaixo o que é preconizado.
- Ter entre 18 e 35 anos de idade para o cadastro inicial (o nome fica ativo até os 60 anos);
- Estar em bom estado geral de saúde;
- Não ter histórico de câncer, doenças do sangue ou do sistema imunológico;
- Não apresentar doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue (como HIV ou hepatites ativas).
Em São José do Rio Preto, o hemocentro fica na Avenida Jamil Feres Kfouro, no bairro Jardim Panorama.












