Governo de SP coloca 4 regiões do estado na fase laranja, mas libera atividades que antes estavam proibidas neste estágio

Regiões de Sorocaba, Presidente Prudente, Marília e Registro passam a ficar na fase laranja, que sofreu alterações e passou a ser menos restritiva. Alterações foram divulgadas em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (8).

O governo de São Paulo colocou nesta sexta-feira (8) quatro regiões do estado na fase laranja do plano de flexibilização econômica da quarentena, mas alterou as regras para tornar esse estágio mais permissivo.

Algumas atividades, como salões de beleza, academias e parques, por exemplo, agora serão permitidas na fase laranja. O atendimento presencial em bares continua proibido.

Com as mudanças no chamado Plano São Paulo, que rege as regras da quarentena no estado, as regiões de Sorocaba, Presidente Prudente, Marília e Registro foram para a fase laranja. O restante do estado foi mantido na fase amarela, que sofreu menos alterações.

O que muda na Fase Laranja

 

  • Todos os setores de comércio e serviços passam a ser permitidos. A exceção é o atendimento presencial em bares, que continua proibido.
  • Capacidade de ocupação: antes era de 20% e vai para 40% em todos os setores.
  • Funcionamento máximo: ampliado de 4 para 8 horas por dia.
  • Horário de fechamento: atendimento presencial só poderá ser feito até 20h.
  • Parques estaduais, salões de beleza e academias: poderão abrir.

 

Atualização do Plano São Paulo desta sexta-feira (8) — Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Como fica a Fase Amarela

 

  • A capacidade máxima passa a ser limitada a 40% de ocupação para todos os setores. Antes, o percentual variava por setor: academias podiam operar com apenas 30% da ocupação, por exemplo.
  • O atendimento presencial ao público pode ser feito apenas até às 22h, em todos os setores, exceto no setor de bares, que pode funcionar até 20h.
  • O horário de funcionamento passa a ser limitado a 10 horas por dia para todos os setores. Antes, o horário variava por setor.

Mudanças no Plano SP

O governo alterou novamente os critérios de avaliação dos indicadores de saúde que orienta a reclassificação das regiões. Segundo a gestão estadual, houve um endurecimento das regras para dificultar a mudança para fases mais brandas.

“O Centro de Contingência recomendou uma redução nos indicadores que já tínhamos para passar do amarelo para o verde, de forma que ficou mais difícil passar para a fase verde. Na fase laranja, também sugerimos o endurecimento”, afirmou o coordenador do Centro de Contingência para o coronavírus, Paulo Menezes.

 

Segundo Menezes, a revisão do plano segue três eixos centrais:

  • o endurecimento dos indicadores de saúde, dificultando que regiões avancem para fases mais flexíveis;
  • a redução de restrições setoriais, que seriam substituídas por mais adesão aos protocolos sanitários;
  • e a recomendação para que as pessoas evitem a exposição ao vírus, especialmente após o horário delimitado para o encerramento de atividades econômicas.

 

De acordo com o médico João Gabbardo, também integrante do comitê, a ideia é permitir que mais setores funcionem e direcionar as restrições de forma mais específica.

“A gente deixa de penalizar tanto determinadas atividades que funcionam de forma controlada, para ser mais específicos, mais cirúrgicos, naquelas atividades que são mais propiciais para a transmissão do vírus”, disse Gabbardo.

A atualização do plano foi adiada duas vezes. Ela estava inicialmente estava prevista para o dia 4 de janeiro, foi remarcada para o dia 7 e, depois, por conta da divulgação dos resultados da eficácia da CoronaVac, o governo anunciou que seria feita nesta sexta (8).

 

As revisão do plano feita nesta sexta-feira (8) provou também uma mudança nos indicadores necessários para que uma região avance de fase na quarentena.

Antes, para ir da fase amarela à verde, era necessário ter no máximo 40 internações por Covid-19 a cada 100 mil habitantes e até 5 óbitos por 100 mil habitantes nos 14 dias anteriores à reclassificação.

Agora, os limites são menores: é preciso ter até 30 internações por Covid-19 a cada 100 mil habitantes e até 3 óbitos por 100 mil habitantes nos 14 dias anteriores à reclassificação.

G1

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