seg, 21 de setembro de 2026

Gasolina com 32% de etanol chega aos postos neste sábado

A gasolina comercializada no Brasil passa a ter 32% de etanol anidro a partir deste sábado (1º). A mistura anterior tinha 30%. A mudança foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 14 de julho e tem validade inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, veículos antigos ou sem calibração específica para concentrações maiores de etanol podem apresentar aumento no consumo, corrosão e desgaste de componentes do sistema de combustível.

O risco envolve peças como tanque, bomba, mangueiras, bicos injetores, vedações e componentes metálicos. Entre os sinais de possíveis problemas estão dificuldade para dar partida, marcha lenta instável, aumento do consumo, perda de desempenho, falhas na aceleração, cheiro de combustível e luz da injeção acesa.

Para carros antigos ou importados que não são flex, especialistas recomendam verificar a compatibilidade do sistema de combustível durante as revisões. Aditivos podem auxiliar em situações específicas, mas não tornam um veículo incompatível adequado para uma concentração maior de etanol.

A substituição das velas também não elimina os efeitos da nova mistura. Modelos de platina ou irídio podem aumentar a durabilidade da ignição quando são homologados para o motor, mas a troca deve respeitar as especificações do fabricante.

O CNPE afirma que testes em laboratório e em condições reais avaliaram desempenho, consumo, partida a frio, dirigibilidade e emissões. Segundo o órgão, os veículos analisados, inclusive modelos não flex, não apresentaram impactos relevantes com o E32.

A Anfavea defende a realização de testes antes de mudanças na proporção de etanol. Já a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que os estudos realizados indicaram viabilidade técnica da mistura e que o setor tem capacidade para atender à demanda adicional.

O Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública no fim de julho para pedir a suspensão do aumento. O órgão argumenta que os testes não foram conclusivos e que os impactos ambientais não foram devidamente considerados.

Com informações do g1.

Compartilhe!

    Relacionados